A coordenadora do plano econômico de Flávio Bolsonaro (PL), Daniella Marques, voltou a negar nesta segunda-feira (21) que o candidato pretenda privatizar a Caixa Econômica Federal se for eleito presidente. A declaração foi dada em entrevista, da qual também participou a advogada da campanha Maria Claudia Bucchianeri.
Marques afirmou que o plano prevê a manutenção de empresas estatais consideradas necessárias e estratégicas. “Queremos ir em cima daquelas (estatais) que não fazem sentido de existir, e é um buraco sem fundo e um cabideiro de emprego, não daquelas que são necessárias e estratégicas”, disse.
Uma semana atrás, em um evento do Grupo Esfera, a coordenadora já havia declarado que a Caixa não seria privatizada. Na ocasião, afirmou que o Banco do Brasil poderia passar por um processo de desestatização.
Função prevista para a Caixa
Marques relatou ter recebido mensagens de servidores da Caixa preocupados com o futuro do banco durante a greve. Segundo ela, circulavam afirmações de que todos seriam demitidos e de que a instituição seria privatizada.
Ela disse que o plano de governo de Flávio define a Caixa como operadora da política pública e como um “motor de prosperidade” para ajudar no fomento de negócios.
Relação com partidos do centro
A coordenadora também afirmou que um eventual governo de Flávio Bolsonaro precisaria manter diálogo com partidos do centro. Para ela, a gestão de Jair Bolsonaro serviu como aprendizado para os técnicos que poderão trabalhar em uma nova administração.
Marques disse ainda que Flávio defende o equilíbrio institucional e tem adotado um discurso conciliador, com foco na recuperação da credibilidade das instituições.
O candidato tem criticado a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e defendido o impeachment dos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino.







