A simulação de segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) mostrou, pela primeira vez desde 15 de abril, vantagem numérica do senador: 42% contra 40% do presidente. A diferença está dentro da margem de erro, de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos, e configura empate técnico.
O levantamento Quaest, divulgado nesta segunda-feira (14), indica que Lula perdeu 1 ponto em relação à rodada anterior, enquanto Flávio Bolsonaro avançou 1 ponto. Na pesquisa anterior, os dois apareciam com 41%.
Cenários de primeiro turno
Lula continua na liderança da primeira etapa, com 36% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro tem 31%, após crescer 2 pontos em relação aos 29% registrados em 7 de setembro. O presidente repetiu o percentual do levantamento anterior.
Augusto Cury (Avante) aparece com 7%, ante 8% na pesquisa passada. Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) têm 4% cada. O primeiro passou de 3% para 4%, e Caiado teve a mesma variação. Romeu Zema (Novo) oscilou de 2% para 1%. Os demais candidatos não pontuaram.
Brancos, nulos e eleitores que afirmaram que não votarão somaram 7%, contra 8% anteriormente. Os indecisos permaneceram em 10%.
Em outros confrontos de segundo turno, Lula venceria Zema por 45% a 33% e Caiado por 41% a 39%. Contra Augusto Cury, o presidente teria 38%, enquanto o escritor alcançaria 36%.
Voto definido e rejeição
A Quaest registrou que 73% dos entrevistados já decidiram o voto no primeiro turno; 27% ainda podem mudar de escolha. Na pesquisa espontânea, Lula foi citado por 28%, Flávio Bolsonaro por 23% e Augusto Cury por 3%. Outros nomes somaram 3%, enquanto 41% se declararam indecisos. Brancos, nulos e os que não votarão representaram 2%.
Lula e Flávio Bolsonaro tiveram 55% de rejeição cada, em respostas múltiplas. Caiado registrou 42%, Zema, 40%, Renan Santos, 30%, e Cury, 26%.
Avaliação do governo
A aprovação do governo Lula foi de 43%, contra 50% de desaprovação. Outros 7% não souberam ou não responderam. A avaliação foi negativa para 38%, positiva para 32% e regular para 27%; 3% não souberam ou não responderam.
A pesquisa ouviu presencialmente 2.004 eleitores entre quinta-feira (10) e domingo (13). O estudo tem índice de confiança de 95% e registro BR-03607/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).







