São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Gabriel Azevedo propõe governo regional e prioriza ferrovias em Minas

Candidato do MDB defendeu descentralizar a administração, ampliar investimentos em transporte e criar políticas para saúde, segurança e educação.

Gabriel Azevedo propõe governo regional e prioriza ferrovias em Minas
Foto: Letícia Damasceno/TV Integração

Gabriel Azevedo, candidato do MDB ao governo de Minas Gerais nas eleições 2026, defendeu a expansão da malha ferroviária e a descentralização da administração estadual durante entrevista em Juiz de Fora neste sábado (5). Ele afirmou que pretende buscar recursos federais para obras e criar estruturas regionais para acompanhar investimentos e políticas públicas mais perto da população.

Na área de infraestrutura, Gabriel disse que quer ser o governador das ferrovias. Ele reconheceu que esse tipo de obra exige alto investimento e pode levar mais de um mandato para ser concluído, mas defendeu o início dos projetos mesmo sem a possibilidade de inaugurá-los durante sua gestão.

Entre os trechos citados está a ligação entre Juiz de Fora, Matias Barbosa, Três Rios e Rio de Janeiro, com uma bifurcação em Três Rios para atender também a região de Paraíba e Cataguases. Segundo o candidato, a estrutura poderia transportar cargas e passageiros. Ele mencionou ainda a possibilidade de melhorar a competitividade de produtores de móveis de Ubá.

Gabriel afirmou que pretende dialogar com o governo federal, independentemente do partido do presidente, para obter recursos destinados a projetos ferroviários. Também defendeu mudanças nos contratos de manutenção das rodovias, com prioridade para a conservação das estradas e não apenas para a cobrança de pedágios.

Administração regionalizada

Para a gestão pública, o candidato propôs um Governo Regional. A ideia é reduzir a concentração de servidores na Cidade Administrativa e aproximar a estrutura estadual das diferentes regiões de Minas Gerais. Ele citou a possibilidade de distribuir pessoas nomeadas livremente pelo governador para atuar perto das comunidades e acompanhar as demandas locais.

A proposta também incluiria fiscalização contínua de obras, com verificação de prazos, valores e medidas necessárias para evitar a repetição de problemas após períodos de chuva. Gabriel afirmou que os recursos devem ser usados nas próprias regiões, em parceria com universidades, para fortalecer atividades econômicas e serviços já existentes.

Como exemplo de desenvolvimento regional, citou Ibitipoca e o uso combinado da gastronomia, da natureza, do turismo e dos serviços. Para ele, a valorização das características de cada área pode gerar empregos e tornar os setores mais competitivos.

Educação, saúde e segurança

Na educação, Gabriel criticou a discussão sobre escolas cívico-militares e afirmou que a prioridade deve ser garantir professores nas escolas e policiais na segurança pública. Ele também apontou dificuldades de estudantes que chegam ao ensino superior sem domínio de leitura, escrita e operações matemáticas básicas.

O candidato defendeu o acompanhamento da aprendizagem durante o ensino básico e citou o programa Aprender em Rede, da Prefeitura de Juiz de Fora. Também propôs o envolvimento de universidades e instituições da Zona da Mata, como a UFJF e a UFV, no apoio a estudantes e professores.

Para a saúde, Gabriel afirmou que pretende dar transparência às filas de cirurgia, permitindo que as famílias saibam sua posição e o local previsto para o atendimento. Entre as medidas mencionadas estão a participação de hospitais filantrópicos, a realização de mutirões e a garantia de transporte quando o procedimento ocorrer em outra cidade.

Ele também defendeu uma distribuição mais eficiente de medicamentos, especialmente para idosos, e o uso de tecnologia sem eliminar o atendimento humano. Outra proposta é ampliar a oferta de serviços especializados nas cidades do entorno, reduzindo deslocamentos até Juiz de Fora em casos de menor complexidade.

Na segurança pública, o candidato propôs uma central integrada de combate à criminalidade, com compartilhamento de informações entre as polícias Militar, Civil e Federal. Ele defendeu o uso de inteligência para atingir os recursos financeiros do crime e impedir que facções atuem dentro dos presídios.

Para enfrentar a violência contra a mulher, Gabriel apresentou a proposta de feminicídio zero. Ele defendeu o uso de tornozeleiras eletrônicas para pessoas que possam cometer o crime, além de ações contra o machismo e de uma rede de proteção e recomeço para mulheres que precisem deixar suas casas.

O candidato também afirmou que a orientação sexual não é uma escolha e defendeu o respeito às pessoas. Para combater o preconceito racial e proteger indígenas e quilombolas, propôs um observatório da diversidade e destacou a educação como uma das principais medidas.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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