O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, procurou o ministro Gilmar Mendes para defender a manutenção do diálogo institucional com o Supremo Tribunal Federal. O encontro foi confirmado pelo próprio senador e por pessoas ligadas ao ministro.
A iniciativa ocorreu enquanto aliados de Flávio intensificam as críticas ao STF e ao ministro Alexandre de Moraes. O grupo insiste em pedidos de impeachment e prepara a campanha “Fora Moraes” como um dos motes do ato de 7 de Setembro. Também está prevista a defesa do lema “Fora Lula”.
Marinho afirmou a Gilmar Mendes que acredita na vitória eleitoral da campanha bolsonarista e que um eventual novo governo deverá manter o respeito às instituições, a normalidade democrática e a interlocução com o Supremo. O senador disse que pretende cobrar a Corte, mas sem transformá-la em adversária.
“Temos todo o interesse de manter a relação institucional”, afirmou Marinho, ao explicar o objetivo da conversa.
O coordenador da campanha também sustenta que Moraes e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva são vistos por parte do eleitorado como “faces diferentes da mesma moeda”. Na avaliação dele, a associação do ministro com Lula poderia favorecer eleitoralmente a candidatura de Flávio.
A ofensiva contra Moraes ganhou força depois de revelações sobre supostas mensagens entre o ministro e Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Banco Master. Em transmissão nas redes sociais, Flávio chamou Moraes de “advogado de Vorcaro” e afirmou que o ministro teria vendido proteção ao empresário.
Flávio também declarou esperar que o Plenário do STF autorize uma investigação contra Moraes. O senador disse estar convicto de que o julgamento público sobre o pedido ocorrerá na semana seguinte e que a Corte permitirá a apuração das denúncias.
Marinho ainda criticou a atuação de Moraes no Inquérito 4.781, aberto há sete anos, depois que o ministro pediu a investigação de André Mendonça. Em nota, afirmou que o procedimento teria sido transformado em “instrumento de poder pessoal” e que o episódio revelaria “deterioração institucional”.
Para o senador, Moraes deve prestar esclarecimentos sobre os fatos mencionados. Ele também disse que nenhum ministro deve ficar fora do escrutínio e que poderes excepcionais não podem ser usados contra quem fiscaliza sua atuação.







