SÃO PAULO — O prefeito Ricardo Nunes (MDB) afirmou nesta quinta-feira (17) ter respeito pela trajetória de Milton Leite, ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, alvo de uma operação policial que investiga a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no transporte coletivo da capital paulista.
Nunes disse que Milton Leite, vereador por mais de 20 anos, deverá demonstrar sua inocência no processo. A Prefeitura, segundo o prefeito, dará apoio às investigações. Em nota, Leite afirmou que provará sua inocência e declarou: “Não estou foragido, e vou me apresentar às autoridades em até 24 horas”.
O prefeito também afirmou que qualquer pessoa deve estar submetida ao escrutínio da Justiça e defendeu o respeito ao contraditório e à presunção de inocência. Para Nunes, uma investigação não determina, por si só, a culpa de alguém.
Possível intervenção na A2 Transportes
A Prefeitura notificou a A2 Transportes para afastar, em até 24 horas, os diretores Paulo Korek Farias e Júlio Salvador Filho. Caso isso não ocorra, Nunes disse que o município poderá intervir na empresa.
A A2 Transportes foi citada na operação, mas não é alvo da investigação. Os dois sócios são investigados por participação na empresa Transleader, que não opera em São Paulo. Nunes afirmou que a Prefeitura adotaria a medida preventivamente por causa da participação societária em uma empresa envolvida.
O prefeito disse ainda que o município atua em colaboração com o Ministério Público e o Judiciário. Também mencionou a entrada da Prefeitura como assistente de acusação em investigações relacionadas à Operação Fim da Linha e o intercâmbio contínuo de informações mantido pela Controladoria do município com promotores.
Segundo dados da Prefeitura de dezembro de 2025, a A2 opera 35 linhas de ônibus em Santo Amaro, Jabaquara e Cidade Ademar. Em julho deste ano, a empresa transportou 4.879.216 passageiros. Nunes afirmou que a operação policial não altera o funcionamento das linhas da capital.







