São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Organograma cita Mário como sócio de empresa ligada ao filme Dark Horse

Documento apreendido em investigação da Polícia Civil de São Paulo relaciona a Go Up nos EUA a uma pessoa identificada apenas como Mário.

Organograma coloca 'Mário' como sócio de produtora de 'Dark Horse' nos EUA

Um organograma incluído no inquérito da Polícia Civil de São Paulo sobre o caso Dark Horse relaciona uma pessoa chamada Mário à Go Up Entertainment nos Estados Unidos, produtora do filme sobre Jair Bolsonaro (PL). O documento não informa o sobrenome nem quem o elaborou.

Na representação, a inscrição “GOUP BR” aparece ligada à “GOUP USA”. Abaixo da empresa americana, uma seta aponta para a anotação “sócio Mário”. O papel também menciona Karina, o Instituto Conhecer Brasil (ICB), outra organização não governamental ligada a ela, a Academia Nacional de Cultura e termos como contrato social, distribuição, lucro e eleição.

A página foi recolhida durante a Operação Wi-Fi Livre SP, que apura suspeitas relacionadas a um contrato de mais de R$ 100 milhões entre a Prefeitura de São Paulo e o ICB. Karina preside o instituto e é a única sócia formal da Go Up Entertainment no Brasil.

Os autos não esclarecem a origem do organograma. O documento aparece entre materiais atribuídos ao “local 03”, recolhidos durante o cumprimento de mandado na casa de suspeitos. Uma decisão judicial vincula o local três a um endereço de Karina no Jardim Maracanã, na Brasilândia, zona norte de São Paulo. A própria página não traz informações sobre o local em que foi apreendida.

Relações com Mário Frias

O deputado federal Mário Frias (PL-SP), roteirista do filme, tem relações documentadas com a produção e com o ICB. Ele escreveu o roteiro de Dark Horse, destinou emendas ao instituto e contratou, durante sua campanha eleitoral de 2022, outra empresa controlada pela produtora. O sócio oficial da Go Up nos Estados Unidos é Michael Davis.

Em despacho sobre o fim do sigilo, o ministro Flávio Dino menciona a hipótese de Frias ocupar posição de liderança na “suposta arquitetura criminosa”. A investigação também afirma que o político seria “participante ativo da engrenagem financeira” do filme e teria feito movimentações financeiras incompatíveis com sua capacidade econômica declarada. Frias foi procurado para comentar a investigação, mas não havia respondido.

O inquérito paulista examina um suposto desvio de valores do contrato de wi-fi, que previa a instalação e a manutenção de pontos de acesso na capital. O caso também é investigado no Supremo Tribunal Federal, em apuração sobre possíveis desvios associados a envios feitos por Daniel Vorcaro a um fundo nos Estados Unidos que supostamente financiaria o filme.

Outro documento do inquérito registra que a Complexys recebeu R$ 7.700 de Mário Luis Frias, em dezembro de 2025, pelo licenciamento de um sistema de CRM político. A empresa era subcontratada pelo ICB no contrato de wi-fi e também prestou serviços ao gabinete de Frias.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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