São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Perícia devolveu 18 dispositivos apreendidos no caso Dark Horse por falha em lacres

Relatórios liberados por Flávio Dino registram a necessidade de readequar embalagens e substituir lacres para preservar a cadeia de custódia.

Dark Horse: perícia devolveu ao menos 18 itens apreendidos com produtora por falhas em lacre
Foto: arquivo

Pelo menos 18 dispositivos apreendidos durante a investigação sobre a produtora do filme Dark Horse foram devolvidos pela perícia da Polícia Civil de São Paulo para correção nos lacres. A informação consta em relatórios liberados neste domingo (13) pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). Os documentos têm 4.618 páginas.

Entre os itens estavam 9 notebooks, 5 celulares e 4 pendrives. Um registro policial informa que, em 8 de junho, os objetos enviados ao Instituto de Criminalística retornaram para que as embalagens fossem ajustadas e novos lacres fossem colocados, com o objetivo de preservar a cadeia de custódia.

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) afirmou que os 27 dispositivos foram lacrados pela Polícia Civil nos locais das apreensões, na presença de testemunhas, antes de serem enviados à Superintendência da Polícia Técnico-Científica (SPTC). De acordo com a secretaria, os lacres estavam íntegros, mas algumas embalagens tinham pequenos espaços. Os materiais foram devolvidos para adequação, tiveram os invólucros novamente lacrados e depois foram recebidos pela perícia.

“A recusa inicial dos dispositivos teve caráter preventivo”, informou a SSP-SP. A secretaria também declarou que não houve acesso, extração ou manipulação de dados e que a cadeia de custódia não foi comprometida. Segundo a nota, a fotografia divulgada pela imprensa não mostra os objetos apreendidos na operação.

Liberação dos documentos

Dino retirou o sigilo das investigações conduzidas pela Polícia Civil de São Paulo sobre a produtora do filme. A decisão libera os documentos da Vara Estadual das Garantias de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens, Direitos e Valores, vinculada ao Foro Central Criminal Barra Funda, da Comarca de São Paulo.

Na semana passada, o ministro também havia retirado o sigilo de documentos da Polícia Federal relacionados ao filme que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro. Dino afirmou que a medida busca assegurar tratamento igual a pessoas citadas nos mesmos autos ou em investigações paralelas com situações idênticas.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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