São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Polícia e MP apuram suspeita de vazamento em operação contra esquema no transporte de SP

Investigadores não encontraram Milton Leite e Paulo Sirqueira Korek Farias em endereços visitados durante a Operação Vectura Corrupta.

Polícia e MP investigam possível vazamento de informações de operação que mirou integrantes do PCC e Milton Leite em SP
Foto: Reprodução/TV Globo

A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) vão investigar se informações da Operação Vectura Corrupta foram vazadas. A ação apura uma possível ligação entre integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e o sistema de transportes da cidade de São Paulo.

A suspeita surgiu depois que investigadores foram a pelo menos dois endereços ligados a Milton Leite (União Brasil), ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo. Nos locais, foram encontrados apenas empregados. Leite é suspeito de participação no esquema investigado.

Também não foi localizado Paulo Sirqueira Korek Farias, presidente da viação A2 Transportes e do time de futebol Água Santa. Os investigadores procuraram o empresário em vários endereços.

“Isso a gente vai apurar ao longo da investigação e verificar se houve esse tipo de situação”, afirmou o delegado. Segundo ele, 11 dos 16 alvos de prisão temporária foram presos, enquanto cinco continuam foragidos. Entre os detidos estão Milton Leite, Levi dos Santos Oliveira, que já presidiu a SPTrans, e Danilo Marco Morgado Silva, ex-candidato à Prefeitura de Praia Grande e candidato a deputado estadual. As defesas não foram localizadas.

Buscas em imóveis

Na manhã desta sexta-feira (18), policiais e promotores encontraram uma passagem entre dois imóveis ligados a Milton Leite durante buscas em Sorocaba. Uma das casas pertence a um assessor do ex-parlamentar; a outra seria do próprio político e estava vazia.

A investigação vai analisar imagens de câmeras de monitoramento para verificar se Leite esteve em alguma das residências. No local, foram apreendidos R$ 280 mil e US$ 89 mil (cerca de R$ 457 mil) dentro de malas. A pessoa encontrada no imóvel não soube explicar a origem do dinheiro. A polícia apura se os valores pertencem a Milton Leite.

De acordo com o Ministério Público, ao menos 12 das 22 empresas de transporte coletivo da capital seriam controladas direta ou indiretamente pelo PCC. A afirmação ainda está sujeita à apuração judicial.

O nome de Milton aparece em diálogos e em outros elementos reunidos na investigação. Uma decisão também menciona depoimentos de policiais militares que o apontaram como dono de fato da Transwolff, empresa investigada na Operação Fim da Linha, em 2024. A Transwolff e Milton negam que ele tenha participação societária ou atuação na gestão da empresa.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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