Ronaldo Caiado (PSD), candidato à Presidência da República, defendeu que os estados mantenham autonomia para definir suas estratégias de segurança pública. Em entrevista nesta quinta-feira (17), ele afirmou que o governo federal deve concentrar sua atuação nos crimes de competência da União.
Caiado disse que os estados devem seguir as diretrizes gerais previstas na Constituição de 1988, mas sem que o presidente da República determine as políticas estaduais. “A autonomia dos estados foi uma peça que nós alteramos para que prevalecesse a Constituinte de 1988”, afirmou.
Entre as propostas apresentadas está a criação de um Ministério da Segurança Pública conectado a órgãos responsáveis por fiscalização financeira, inteligência e controle do mercado de capitais. A estrutura reuniria o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), a Receita Federal, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e a área de inteligência da Polícia Federal.
Sistema de informações e presídios
Segundo o candidato, esse conjunto faria parte do sistema chamado Sentinela. A proposta prevê o compartilhamento imediato de informações com as forças estaduais e a identificação de empresas envolvidas em fraudes. Caiado afirmou que o sistema permitiria fazer uma varredura para mapear empresas fraudulentas e comunicar a polícia e o secretário de Segurança do estado.
Na área prisional, o candidato prometeu construir 40 novos presídios equipados com scanners corporais. A medida, segundo ele, seria usada para conter a população carcerária e controlar a entrada e a circulação de objetos nas unidades.
Caiado também disse que a decisão sobre o uso de câmeras corporais por policiais deve caber aos governadores, e não ao presidente. Ele afirmou que as condições de uma operação podem variar conforme a região e citou diferenças entre ações na Faria Lima e em Paraisópolis.
Para o candidato, policiais que atuam em áreas onde há maior risco enfrentam situações distintas das encontradas em outras regiões. Ele mencionou a presença de pessoas com fuzis e o lançamento de granadas como exemplos de circunstâncias que, em sua avaliação, devem ser consideradas na definição das políticas de segurança.







