São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Caiado propõe autonomia estadual na segurança e ação federal contra crimes da União

Candidato defendeu que governadores decidam sobre câmeras corporais e apresentou propostas para presídios e compartilhamento de informações.

Segurança: Caiado defende autonomia dos governadores e atuação da União contra crimes federais

Ronaldo Caiado (PSD), candidato à Presidência da República, defendeu que os estados mantenham autonomia para definir suas estratégias de segurança pública. Em entrevista nesta quinta-feira (17), ele afirmou que o governo federal deve concentrar sua atuação nos crimes de competência da União.

Caiado disse que os estados devem seguir as diretrizes gerais previstas na Constituição de 1988, mas sem que o presidente da República determine as políticas estaduais. “A autonomia dos estados foi uma peça que nós alteramos para que prevalecesse a Constituinte de 1988”, afirmou.

Entre as propostas apresentadas está a criação de um Ministério da Segurança Pública conectado a órgãos responsáveis por fiscalização financeira, inteligência e controle do mercado de capitais. A estrutura reuniria o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), a Receita Federal, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e a área de inteligência da Polícia Federal.

Sistema de informações e presídios

Segundo o candidato, esse conjunto faria parte do sistema chamado Sentinela. A proposta prevê o compartilhamento imediato de informações com as forças estaduais e a identificação de empresas envolvidas em fraudes. Caiado afirmou que o sistema permitiria fazer uma varredura para mapear empresas fraudulentas e comunicar a polícia e o secretário de Segurança do estado.

Na área prisional, o candidato prometeu construir 40 novos presídios equipados com scanners corporais. A medida, segundo ele, seria usada para conter a população carcerária e controlar a entrada e a circulação de objetos nas unidades.

Caiado também disse que a decisão sobre o uso de câmeras corporais por policiais deve caber aos governadores, e não ao presidente. Ele afirmou que as condições de uma operação podem variar conforme a região e citou diferenças entre ações na Faria Lima e em Paraisópolis.

Para o candidato, policiais que atuam em áreas onde há maior risco enfrentam situações distintas das encontradas em outras regiões. Ele mencionou a presença de pessoas com fuzis e o lançamento de granadas como exemplos de circunstâncias que, em sua avaliação, devem ser consideradas na definição das políticas de segurança.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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