São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Candidatos ao governo do Rio Grande do Sul propõem medidas para segurança e feminicídio

Planos citam prevenção à violência contra mulheres, integração policial, inteligência, recomposição de efetivos e mudanças na Brigada Militar.

Candidatos ao governo do Rio Grande do Sul propõem medidas para segurança e feminicídio

O estado registrou 52 feminicídios em 2026, de acordo com dados oficiais. Nos planos de governo, os candidatos ao Executivo estadual apresentam propostas de prevenção e punição para esses crimes, além de medidas voltadas à integração das informações policiais, ao reforço do efetivo e à infraestrutura das forças de segurança.

Feminicídio e proteção às mulheres

Marcelo Maranata (PSDB) propõe colocar o combate ao feminicídio no centro da política de segurança pública, com prevenção baseada em avaliação de risco e resposta rápida ao descumprimento de medidas protetivas. O plano também prevê integrar a Patrulha Maria da Penha, o Monitoramento do Agressor, delegacias especializadas, saúde, assistência social, MP e Judiciário.

Priscila Voigt (UP) defende uma política de combate à violência contra mulheres e crianças, delegacias 24 horas em todas as regiões e no maior número possível de cidades do estado, além de moradia e emprego para mulheres vítimas de violência. A candidata também propõe fortalecer casas de referência voltadas aos direitos das mulheres.

Inteligência e estrutura policial

Gabriel Souza (MDB) propõe ampliar a presença do Estado e a proteção da população por meio de policiamento de proximidade, prevenção da violência e enfrentamento ao crime organizado. O plano prevê ainda o uso de tecnologia, inteligência e inovação, além da continuidade da recomposição dos efetivos.

Marcelo Maranata também defende o fortalecimento das estruturas estaduais de inteligência e sua integração às polícias Civil, Militar e Penal. Entre as propostas está a criação de uma força estadual permanente de inteligência cibernética para combater estelionatos, fraudes digitais, lavagem de dinheiro e crimes de organizações criminosas.

Juliana Brizola (PDT) propõe um Centro Integrado de Inteligência de Fronteira, com participação das polícias Civil, Federal, Rodoviária Federal e da Brigada Militar, além de forças dos países vizinhos. A candidata também prevê estrutura especializada para crimes cibernéticos, fraudes bancárias e golpes digitais.

Luciano Zucco (PL) lista como prioridades desarticular e descapitalizar organizações criminosas, integrar a inteligência policial, ampliar o cercamento eletrônico e recompor e equipar as forças de segurança. O plano inclui modernizar a perícia criminal e combater armas, drogas, receptação, crimes digitais e invasões de propriedades rurais.

Brigada Militar e outras propostas

Priscila Voigt e Rejane de Oliveira (PSTU) defendem a desmilitarização da Brigada Militar. Voigt também propõe proibir operações militares em vilas e favelas e punir policiais envolvidos em tortura e execuções.

Rejane de Oliveira defende o fim do encarceramento em massa da juventude pobre e negra, a descriminalização das drogas com controle do Estado e direitos trabalhistas, de sindicalização e de manifestação para policiais. Também propõe mais segurança em bairros e praças, com iluminação, infraestrutura de áudio e vídeo e atividades culturais, esportivas e de lazer.

César Pontes (PCO) propõe dissolver a Polícia Militar e o aparato que classifica como repressivo, além de formar comitês de autodefesa dos trabalhadores e das comunidades indígenas. A candidatura foi indeferida pela Justiça Eleitoral.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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