São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Francesa recebe medalha por impedir tentativa de estupro contra brasileira em trem

Marguerite Dorvilien foi homenageada em Paris após intervir para proteger Jhordana em um vagão da linha RER C.

Francesa recebe medalha por impedir tentativa de estupro contra brasileira em trem

Marguerite Dorvilien recebeu a Medalha Nacional do Mérito por ter impedido uma tentativa de estupro contra a brasileira Jhordana em um trem da linha RER C, ao sul de Paris. A intervenção ocorreu em 16 de outubro de 2025, quando a francesa chamou a atenção do agressor e filmou a situação com o celular.

Diretora de uma escola privada em Ablon-sur-Seine, a cerca de 20 quilômetros de Paris, Dorvilien conseguiu afastar sozinha o homem que perseguia Jhordana dentro de um vagão quase vazio. A brasileira, de 26 anos, gritava para tentar escapar e teve o rosto ferido durante a agressão.

A homenagem ocorreu na segunda-feira (28), em Paris. A medalha foi entregue pelo ministro dos Transportes, Philippe Tabarot. A presidente da região Île-de-France, Valérie Pécresse, também participou da cerimônia e já havia reconhecido a atuação de Dorvilien anteriormente.

“Ela salvou minha vida”, disse Jhordana, que compareceu ao evento acompanhada de um amigo e levou flores para a homenageada. A brasileira afirmou estar muito feliz e agradecida pela presença na cerimônia.

Dorvilien, que também é pastora de uma igreja evangélica, nasceu em Porto Príncipe, no Haiti. Ela afirmou que quis ser a pessoa que não desvia o olhar diante de uma situação de violência. Depois do episódio, passou a prestar mais atenção ao que ocorre ao seu redor no transporte público e às pessoas próximas.

Violência nos transportes

Números da Polícia de Paris indicam queda de 0,9% nos casos de violência sexual nos transportes da região parisiense no último ano. Um estudo interno da RATP, realizado em 2022 e divulgado pelo Observatório Nacional da Violência contra as Mulheres, aponta que sete em cada dez mulheres já sofreram violência sexista ou sexual no transporte público da região de Paris ao longo da vida.

Entre jovens de 15 a 18 anos, a proporção chega a oito em cada dez. Na faixa de 19 a 25 anos, alcança nove em cada dez. Em outro levantamento, feito pela Alter Égaux entre 2021 e 2022 no departamento Alpes-Maritimes, na região de Nice, seis em cada dez mulheres relataram ter passado por esse tipo de violência. Em 88% dos casos testemunhados, ninguém interveio.

Antes de dirigir escolas, Dorvilien comandou uma associação voltada ao acolhimento de pessoas em situação de vulnerabilidade social ou sem moradia. Ela também dirigiu um colégio para crianças com transtornos de aprendizagem, como dislexia, disgrafia, discalculia, superdotação intelectual e TDAH. A imprensa francesa passou a chamá-la de heroína do RER C.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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