São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Greve nacional na França ameaça transporte suburbano na região de Paris

Funcionários públicos protestam contra o congelamento dos salários-base e reivindicam melhores condições de trabalho antes do Orçamento de 2027.

Greve nacional na França ameaça transporte suburbano na região de Paris

Funcionários públicos da França fazem nesta terça-feira (29) uma greve nacional por reajustes salariais e melhores condições de trabalho. A paralisação ocorre poucos dias antes da apresentação do projeto de Orçamento de 2027 e deve afetar principalmente o transporte suburbano na região de Paris.

A mobilização foi convocada por CGT, FO, CFDT, UNSA, FSU, Solidaires, CFE-CGC e FA-FP. Os sindicatos protestam contra a intenção do governo de manter congelado o índice usado no cálculo dos salários-base dos servidores.

As entidades afirmam que a categoria perdeu poder de compra e sofre com falta de reconhecimento. Desde 2017, o índice teve dois reajustes, em 2022 e 2023, com alta acumulada de pouco mais de 5%. O instituto francês de estatísticas estima que a inflação acumulada desde 2017 chegará a 24% até o fim de 2026.

Professores, profissionais de saúde e bombeiros estão entre os grupos mobilizados. O principal sindicato dos professores do ensino fundamental calcula que 40% dos docentes da rede pública participem da greve. Professores de colégios e liceus também foram chamados, e organizações estudantis anunciaram atos em universidades.

A União Sindical Lycéenne (USL) convocou bloqueios em escolas. Ryad Rani, presidente da entidade, disse que a intenção é promover uma “convergência das lutas” entre estudantes e trabalhadores da educação. O governo afirmou que as forças de segurança poderão agir diante de violência ou bloqueio total de unidades.

Efeito nos trens

Os serviços de longa distância da SNCF, incluindo TGV e Intercités, devem funcionar normalmente, assim como os trens TER, com circulação quase normal. Já os RER C, D e E e as linhas R e V terão menos viagens.

O RER D será um dos mais afetados. Em alguns trechos, haverá metade da frequência habitual; em outros, a oferta cairá para um terço. No RER C e no RER E, três quartos dos trens devem operar. A linha V terá dois trens para cada três previstos, enquanto a linha R funcionará com um em cada três nos horários de pico.

O metrô da RATP deve operar normalmente, mas algumas estações serão fechadas a partir das 12h por determinação policial. A CFDT afirma que 60 mil postos estão vagos nas diferentes áreas do serviço público.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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