São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

PF investiga repasse de R$ 199 mil de Flávio Bolsonaro a ONG ligada aos Brazão

Valor foi destinado ao Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio, localizado na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

PF apura emenda de Flávio Bolsonaro para ONG suspeita de esquema comandado pelos irmãos Brazão, condenados pela morte de Marielle Franco

A Polícia Federal investiga uma emenda parlamentar de R$ 199 mil destinada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio (Ifop), uma ONG suspeita de integrar um esquema de desvio de verbas públicas associado aos irmãos Chiquinho e Domingos Brazão. Os dois foram condenados pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

A transferência foi feita em novembro de 2023, um mês depois de Robson Calixto Fonseca, conhecido como “Peixe”, procurar o gabinete de Flávio Bolsonaro. Policial militar da reserva, Fonseca trabalhava como assessor de Domingos Brazão no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) e também foi condenado por organização criminosa pelo assassinato de Marielle Franco.

O Ifop fica na Taquara, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, área descrita como reduto eleitoral dos Brazão. Mensagens obtidas com a quebra do sigilo telefônico de Peixe mostram que ele conversou com uma assessora do senador em 24 de outubro de 2023. Em 29 de novembro, o dinheiro já havia chegado à conta da entidade.

A investigação identificou que o esquema de obtenção de verbas públicas por meio de organizações não governamentais movimentou pelo menos R$ 268 milhões entre 2020 e 2024, com emendas de diversos parlamentares.

Novos pedidos e vínculos políticos

Em 6 de novembro de 2024, após a prisão dos Brazão, Peixe voltou a pedir recursos à assessora de Flávio Bolsonaro para que “o projeto não termine”. Não há registro de novos repasses.

Fundado em 2008, o Ifop recebeu, em 2023, o título de utilidade pública da Câmara Municipal do Rio pelas mãos do então vereador Waldir Brazão (União). Em agosto de 2024, a organização também recebeu R$ 1,5 milhão em emenda destinada por Chiquinho Brazão, quando ele ainda era deputado federal.

Em nota, Flávio Bolsonaro disse que a emenda apoiaria um projeto esportivo para crianças vulneráveis e afirmou que “não é papel do parlamentar auditar como as emendas são utilizadas por terceiros”. A direção do Ifop negou ligação com Peixe ou com a família Brazão. A entidade declarou que usou os recursos em aulas de futebol, prestou contas ao Ministério do Esporte e devolveu saldos excedentes.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5