São José dos Campos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Política

Protestos estudantis mantêm 564 escolas afetadas na França

Mobilização reúne estudantes do ensino médio e universitários, enquanto o governo denuncia confrontos e anuncia medidas para retomar o diálogo.

Protestos estudantis mantêm 564 escolas afetadas na França

Protestos estudantis mantiveram 564 estabelecimentos de ensino afetados nesta sexta-feira (2), segundo o Ministério da Educação Nacional da França. O número representa parte dos 3.700 estabelecimentos do país. O governo havia anunciado mais cedo o fechamento de 400 escolas diante das quais o ministro do Interior, Laurent Nunez, proibiu a realização de manifestações.

A mobilização começou na semana passada na região de Paris e se espalhou pelo país entre alunos da etapa final do ensino médio. Na quinta-feira (1°), universitários também aderiram aos atos. Muitas instituições passaram a oferecer aulas remotamente.

Os estudantes reivindicam jornadas menos longas, melhores condições nas salas de aula e a contratação de professores para suprir ausências. Juliette Masson, de 17 anos, aluna do último ano da escola Clémenceau, em Montpellier, afirmou que a instituição não tem recursos suficientes, professores, mesas, enfermeiras nem inspetores.

Durante os atos, acessos às escolas foram bloqueados. Também houve confrontos com a polícia, barricadas em chamas e veículos incendiados. Na manhã desta sexta-feira, bombeiros de Paris foram chamados para apagar um incêndio diante do liceu Léonard-de-Vinci, no 15º distrito, no sul da capital. Na escola técnica Gaston-Bachelard, no 13º distrito, bicicletas e lixeiras foram incendiadas.

O governo do presidente Emmanuel Macron reconheceu que as reivindicações são legítimas, mas condenou a violência. O ministro da Educação, Édouard Geffray, informou que pelo menos 65 profissionais da educação ficaram feridos, incluindo 40 diretores de escolas. O ministro da Justiça, Gérald Darmanin, disse ter pedido aos promotores que responsabilizem os pais pelos danos provocados pelos filhos e que eles paguem pelos reparos.

O primeiro-ministro Sébastien Lecornu anunciou na quinta-feira a criação de uma célula interministerial de crise. Após a reunião, o gabinete do premiê classificou o movimento como violência urbana e atribuiu sua origem ao partido França Insubmissa (LFI) e a aliados da ultraesquerda.

Manuel Bompard, coordenador do LFI, acusou o governo de conspiracionismo. Ele disse que a mobilização começou em um colégio de ensino médio em Créteil, na região metropolitana de Paris, onde faltavam três professores, uma vice-diretora, uma assistente social e uma psicóloga escolar.

O governo desistiu de cobrar taxas de matrícula de cursos técnicos e de classes preparatórias para as instituições de ensino superior conhecidas como Grandes Escolas. A cobrança estava prevista no projeto de orçamento para 2027.

Nesta sexta-feira, o ministro da Educação se reúne com sindicatos da educação, associações de estudantes do ensino médio e organizações de famílias de alunos. As entidades anunciaram a continuidade dos protestos antes de uma manifestação marcada para a próxima terça-feira (6).

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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