São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

PSOL e PT pedem apuração sobre emenda de Flávio Bolsonaro ao Ifop

Pedidos à PGR e ao STF citam mensagens da PF sobre repasse de R$ 199 mil e relação com Robson Calixto.

Partidos vão à PGR por ligação de Flávio Bolsonaro e miliciano envolvido na morte de Marielle

As bancadas do PSOL na Câmara e do PT pediram novas medidas de investigação sobre a destinação de uma emenda parlamentar de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio (Ifop). O caso envolve Robson Calixto, conhecido como Peixe, apontado como homem de confiança de Domingos Brazão e condenado no processo relacionado ao assassinato de Marielle Franco.

A emenda, de R$ 199 mil, foi destinada ao Ifop em novembro de 2023. Mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular de Calixto registram conversas entre ele e Maria de Fátima Bezerra Castro, assessora de Flávio Bolsonaro, sobre a liberação dos recursos. A transferência para o instituto ocorreu em 29 de novembro de 2023.

Pedidos ao STF e à PGR

O líder do PT na Câmara, deputado Pedro Uczai (SC), solicitou ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, uma auditoria da Controladoria-Geral da União em todas as emendas destinadas por Flávio Bolsonaro a entidades do terceiro setor no Rio de Janeiro desde 2019. Também pediu acesso aos documentos do repasse e a avaliação de medidas para suspender novas parcerias e transferências ao Ifop e a outras entidades investigadas até o fim das auditorias.

Uczai solicitou ainda que as informações sejam encaminhadas à Polícia Federal, à Procuradoria-Geral da República e ao ministro Alexandre de Moraes, relator da Operação Emendatio.

O PSOL pediu à PGR que aprofunde a apuração e ouça Flávio Bolsonaro. A bancada quer esclarecer se o senador conhecia as conversas entre sua assessora e Calixto, se participou da escolha e da liberação dos recursos e se manteve contato com o investigado, representantes de entidades ou intermediários. Também questiona quem indicou as instituições beneficiadas e se houve orientação ou autorização do senador para a negociação das verbas.

Segundo a Polícia Federal, o Ifop é investigado na Operação Emendatio. Auditoria do Tribunal de Contas da União incorporada ao inquérito identificou pagamentos do instituto a um escritório de advocacia pertencente aos próprios dirigentes da entidade. Investigadores consideram o fato um possível indício de desvio de finalidade dos recursos públicos.

Flávio Bolsonaro não é alvo dos mandados da operação. O senador afirma que as emendas seguiram a legislação e os critérios técnicos do Ministério do Esporte. Também diz que a execução dos recursos cabe às entidades beneficiárias e que eventuais irregularidades devem ser apuradas pelos órgãos de controle.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5