São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Renan acusa Flávio Bolsonaro de ligação indireta com grupo dos EUA

Candidato do Missão afirma que integrantes da campanha do senador teriam relação com a Rockbridge Network e pede investigação jornalística.

Renan Santos chama Flávio de “bandido” e “vassalo de Trump”

O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) acusou o senador Flávio Bolsonaro (PL), também candidato ao cargo, de manter uma relação indireta com a Rockbridge Network, grupo norte-americano que, segundo Renan, financia campanhas e tem interesses empresariais no Brasil. As declarações foram feitas na 6ª feira (11.set.2026), durante uma sabatina.

Renan afirmou ter informações sobre contatos entre Tallis Gomes, cofundador da G4 Educação, Pedro Sangue e integrantes da Rockbridge nos Estados Unidos. Ele descreveu Gomes como um “coach empresarial ligado ao Flávio Bolsonaro” e citou Ryan, apontado por ele como operador político do grupo, como alguém que manteria contato com brasileiros interessados em investimentos no país.

Segundo o candidato, a Rockbridge teria procurado candidatos brasileiros no fim de 2025 e início de 2026. Renan disse também que Tallis Gomes já teria falado publicamente sobre conversas com integrantes do grupo.

Recursos e interesses empresariais

Renan citou a empresa Vulcan, que, de acordo com sua afirmação, teria relação com pessoas ligadas à Rockbridge e interesse em negócios envolvendo terras raras no Brasil. Ele declarou que um dos envolvidos com o grupo teria passado a trabalhar na campanha de Flávio e aberto recentemente uma empresa.

O candidato afirmou que eventual entrada de recursos estrangeiros não precisaria ocorrer de forma direta. “Eu duvido que haja dinheiro estrangeiro diretamente na campanha do Flávio. Diretamente, ninguém vai fazer isso. Agora, indiretamente, é a coisa mais fácil do mundo”, disse.

Renan afirmou que pretende apresentar primeiro as informações à imprensa, e não à Justiça Eleitoral, porque sua campanha não teria equipe suficiente para transformar o material em uma denúncia formal. Ele defendeu que jornalistas brasileiros e estrangeiros investiguem o caso.

Questionado sobre a ausência de provas públicas de repasses estrangeiros à campanha, o candidato disse que a apuração deveria verificar possíveis transferências ao senador, a aliados ou a estruturas relacionadas à candidatura. Também rejeitou a avaliação de que suas declarações poderiam ser consideradas fake news e afirmou que a relação entre integrantes da campanha e a Rockbridge já teria sido admitida pelas partes.

Flávio, Vorcaro e a disputa eleitoral

Renan associou o grupo a interesses econômicos em setores estratégicos do Brasil e afirmou que a candidatura de Flávio teria surgido em meio à aproximação com o governo de Donald Trump (Partido Republicano) e a articulações nos Estados Unidos. Ele chamou Flávio de “vassalo do governo Trump” e disse considerar vergonhosa a atuação de grupos empresariais próximos ao governo norte-americano dentro da campanha.

O candidato também comentou as suspeitas envolvendo Flávio e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Segundo Renan, o senador poderia enfrentar consequências jurídicas caso as investigações comprovassem uma troca de favores. Ele afirmou que é necessário esclarecer qual teria sido a eventual contrapartida.

Renan mencionou possíveis conversas de Vorcaro que, segundo ele, poderiam esclarecer as relações do empresário com integrantes da política. Também questionou decisões tomadas durante o governo Jair Bolsonaro (PL) sobre crédito consignado e benefícios sociais, que, na avaliação apresentada por Renan, podem ter favorecido o Banco Master. O candidato ressaltou que as investigações ainda precisam avançar para definir eventuais responsabilidades.

Na avaliação de Renan, denúncias envolvendo Flávio poderiam influenciar eleitores antipetistas que não se identificam com o bolsonarismo. Ele citou o crescimento de Augusto Cury (Avante) nas pesquisas como exemplo de uma parcela do eleitorado que estaria cansada da polarização entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio. Para Renan, a questão será saber se esse grupo levará em conta as denúncias e suspeitas envolvendo os candidatos.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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