SÃO CARLOS — O presidenciável Renan Santos, do Missão, atacou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) durante uma visita a São Carlos na tarde desta quinta-feira (24). Em um megafone, no Kikão Lanches, na Praça Itália, ele convocou os apoiadores, em sua maioria jovens, para “uma guerra”.
Questionado sobre como se posicionaria caso ficasse fora do segundo turno, Renan rejeitou essa possibilidade. “Eu estarei no segundo turno”, declarou.
O candidato disse que parte dos brasileiros, incluindo pais de seus eleitores, seria atraída pela aparência de Flávio Bolsonaro e pelo consumo de bebida associado a Lula. Também afirmou que os dois representam alternativas equivalentes e acusou ambos de retirar dinheiro da população, usando referências às cores de suas campanhas.
Renan relatou ter ouvido de uma pessoa que votaria nele na primeira etapa da disputa, mas apoiaria Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno. Em resposta, afirmou que não queria o voto de quem considerava derrotista e voltou a dizer que Lula e Flávio Bolsonaro eram semelhantes.
Ao defender sua candidatura, o presidenciável afirmou que a eleição oferece uma alternativa para a segunda etapa. Segundo ele, os eleitores poderão escolher alguém que não seja ladrão e que tenha projeto.
Menção à The Economist
Durante a visita, Renan mencionou uma avaliação publicada pela revista britânica The Economist. Segundo o candidato, a publicação o descreveu como “convencido”, mas não como um charlatão.
A revista destacou, conforme o relato, que Renan apresenta propostas detalhadas e defende reformas estruturais no Brasil. Também o comparou ao presidente argentino Javier Milei pela defesa do livre mercado e pela imagem de outsider, termo usado para designar alguém que se apresenta fora do sistema político tradicional.
A publicação classificou Renan como um concorrente azarão e inesperado, além de apontar que suas propostas econômicas liberais atraem apoiadores da direita insatisfeitos com o bolsonarismo. O texto também mencionou dificuldades do candidato para conquistar eleitoras, críticas à aproximação com discursos ligados à chamada “manosphere” e a suspensão posterior de atos de sua campanha por determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).







