São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Renan Santos promete enfrentar o Centrão e rejeita apoiar Lula ou Flávio

Candidato do Missão defendeu mudanças fiscais, criticou o Supremo e disse ser contrário à reeleição.

Renan Santos diz que dever do partido dele é derrotar o Centrão
Foto: Gabriel Silva/Raspress/Estadão Conteúdo

O candidato à Presidência Renan Santos, do Partido Missão, afirmou que derrotar o Centrão é uma das principais tarefas de sua legenda. A declaração foi feita durante uma sabatina realizada nesta sexta-feira, 11.

"Derrotar o Centrão, que para mim é a grande anomalia da política brasileira, é o dever do meu partido político", disse Santos. Ele também declarou que a eventual vitória do Missão representaria, em sua avaliação, uma vitória da democracia no país.

Na área econômica, o candidato voltou a defender a desvinculação dos pisos de saúde e educação. Segundo Santos, a medida permitiria maior controle das contas públicas, ampliaria a capacidade de o governo elaborar o orçamento e aumentaria os investimentos. Ele afirmou ainda que a proposta elevaria a riqueza geral e o poder de compra.

Santos disse que pretende alterar o modelo de reajuste de benefícios ligado ao salário mínimo, sem detalhar uma mudança no próprio salário mínimo. Para ele, o ponto central são os gatilhos automáticos usados para corrigir benefícios.

Pena de morte e outras propostas

O candidato afirmou ser pessoalmente favorável à pena de morte, mas disse que o tema não seria tratado em um primeiro mandato. "Nos quatro anos de mandato, acho que é uma discussão que não é possível", declarou.

Em uma rodada de respostas rápidas, Santos se posicionou a favor de uma dosimetria para condenados pelos atos de 8 de janeiro, de uma alteração completa no foro privilegiado e da autonomia do Banco Central. Ele também reafirmou ser contrário à reeleição e negou considerar-se radical, definindo-se como uma pessoa sensata.

Santos descartou apoiar Flávio Bolsonaro, do PL, ou Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, em um eventual segundo turno. Ele afirmou que não trabalharia com a hipótese de se juntar a nenhum dos dois grupos políticos.

Sobre a crise no Supremo Tribunal Federal, o candidato disse que os fatos poderiam mudar a dinâmica das eleições nas próximas duas semanas. Também afirmou não reconhecer Alexandre de Moraes como legítimo após revelações sobre um suposto envolvimento do ministro com o Banco Master. Para Santos, Lula seria o mais afetado pela crise, mas ele acrescentou que ainda seria preciso ver o que ocorreria com Flávio.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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