Douglas Ruas (PL) afirmou nesta quinta-feira, 8, que a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou sua eleição para o governo do Rio de Janeiro no primeiro turno. Em vídeo gravado em Brasília, ele aproveitou a declaração para pedir apoio à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, marcado para o dia 25.
Ruas participou de uma reunião da coordenação da campanha de Flávio. Ao comentar o julgamento, disse que a mudança iniciada nas urnas no último domingo só será concluída com a eleição do candidato à Presidência. Também agradeceu ao ex-presidente Jair Bolsonaro, a Flávio e aos eleitores fluminenses.
“Vamos estar nas ruas todos os dias para pedir o voto no 22 e vamos rumo à vitória”, afirmou Ruas. Ele também declarou que a mobilização continuará até a votação e associou o resultado no Rio à disputa nacional.
Flávio Bolsonaro comemorou a decisão e pediu que os apoiadores procurem eleitores que ainda possam ser convencidos a votar. “Quem tem mais voto vence. Eleição assim não se decide no tapetão”, disse.
O candidato afirmou ainda que, se for eleito presidente, pretende trabalhar com Ruas no governo do Rio em áreas como investimentos, infraestrutura e segurança pública. Segundo Flávio, os dois planejam “declarar guerra ao narcotráfico a partir de janeiro do ano que vem”.
A decisão do TSE ocorreu depois que o tribunal rejeitou a candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos) por 5 votos a 2. Com isso, foram anulados os 274.411 votos recebidos por ele no primeiro turno. A retirada alterou a base de cálculo da disputa e elevou o percentual de Ruas de 49,27% para aproximadamente 50,9%, índice suficiente para definir a eleição no primeiro turno.
A coligação de Eduardo Paes (PSD) tenta levar o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF). O grupo solicitou a suspensão dos efeitos do julgamento e a continuidade do segundo turno no Rio. A defesa argumenta que, apesar de os votos de Garotinho não poderem ser destinados a ele após o indeferimento da candidatura, eles devem permanecer na base usada para verificar a maioria absoluta.







