São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Tarcísio elogiou Milton Leite antes de operação sobre transporte público

Governador participou de evento da família Leite em 30 de agosto; ex-vereador é alvo de investigação do MPSP e da Polícia Civil.

Há 18 dias Tarcísio agradeceu Milton Leite, alvo do MPSP: "Parceria enorme"
Foto: Caiuá Maia/Divulgação Campanha Tarcísio de Freitas

O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), participou em 30 de agosto de um evento político da família de Milton Leite, ex-vereador e presidente do União Brasil no estado. Dezoito dias depois, Leite tornou-se alvo da Operação Vectura Corrupta, conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) para investigar a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no transporte público.

O evento ocorreu na zona sul da capital paulista e marcou o lançamento das candidaturas de Alexandre Leite a deputado estadual e Milton Leite Filho a deputado federal. Durante a agenda, Tarcísio parabenizou Milton e os filhos pela condução de políticas públicas na região.

“Assim que nós chegamos em São Paulo, nós fomos abraçados por eles, uma parceria enorme”, afirmou o governador, ao falar sobre a relação com a família Leite.

A operação foi deflagrada em 17/9. A Justiça determinou a prisão de Milton Leite e de outras 15 pessoas, suspeitas de ligação com o núcleo político do PCC por meio de empresas do sistema de transporte público de São Paulo. Entre os alvos estão advogados, o candidato a deputado estadual Danilo Morgado (PL) e Levi dos Santos Oliveira, ex-presidente da SPTrans e ex-secretário de Mobilidade e Trânsito da gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB).

Ao todo, a Polícia Civil e o MPSP cumprem 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão. A investigação é um desdobramento da Operação Decúrio, deflagrada em agosto de 2024, que identificou uma rede de comunicação usada por integrantes do PCC, inclusive com participação de advogados.

Milton Leite negou estar foragido e afirmou que se apresentaria às autoridades em 24 horas. Ele também negou envolvimento com o PCC e disse que os encontros apontados pela polícia com Levi dos Santos Oliveira ocorreram quando assumiu interinamente a prefeitura da capital, durante o período em que presidia a Câmara Municipal.

A defesa de Oliveira declarou que foi surpreendida com a prisão e aguardava acesso aos autos. A Prefeitura de São Paulo afirmou que as intervenções na Transwolff e na UPBus, determinadas em abril de 2024, protegeram o sistema municipal de transporte. A Câmara Municipal disse acompanhar as investigações e aguardar suas conclusões.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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