São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Sete são condenados por transporte aéreo de cocaína entre Bolívia e Pará

Réus receberam penas de 16 a 20 anos por tráfico internacional, associação para o tráfico e porte ilegal de armas de uso restrito.

Sete são condenados por transporte aéreo de cocaína entre Bolívia e Pará

A Justiça Federal condenou 7 pessoas no Pará por tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico e porte ilegal de armas de uso restrito. A decisão reconheceu o transporte aéreo de 583,6 quilos de cloridrato de cocaína da Bolívia para o estado em 2019, conforme ação do Ministério Público Federal (MPF).

A Polícia Federal prendeu o grupo em 7 de julho de 2019, na Fazenda Buburé, às margens da Rodovia Transamazônica, em Itaituba (PA). Os agentes monitoravam a pista de pouso da propriedade quando abordaram os envolvidos durante a transferência da droga de um avião para uma caminhonete, dentro do hangar.

Apreensões e divisão de tarefas

A cocaína estava distribuída em 540 tabletes. Também foram apreendidas porções de maconha, dois fuzis de calibre 5,56 mm, uma pistola 9 mm, munições, dois aviões de pequeno porte e uma caminhonete.

Exames nos aparelhos de navegação por GPS indicaram que a aeronave havia feito, no dia da abordagem, o trajeto entre o Pará e o território boliviano.

A investigação da Polícia Federal e do MPF apontou uma divisão de funções. Um dos condenados coordenava a logística, contratava pilotos, providenciava veículos e financiava os custos da operação. Outros dois participavam da pilotagem e da copilotagem. Havia ainda auxiliares responsáveis pelo transporte terrestre e motoristas, além de dois homens encarregados da segurança armada.

Durante a abordagem, um dos seguranças atirou contra os policiais na tentativa de escapar. Por isso, ele também foi condenado por resistência qualificada.

Penas e destino dos bens

As penas variam de 16 a 20 anos de prisão. Todos os 7 réus deverão iniciar o cumprimento em regime fechado. A sentença também determinou a perda dos dois aviões e da caminhonete, que serão destinados ao Fundo Nacional Antidrogas (Funad). As armas e munições foram encaminhadas ao Comando do Exército para destinação legal.

A decisão foi emitida no dia 15. Duas pessoas condenadas já recorreram ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), e os demais também podem apresentar recurso.

O processo tramita sob o número 0000682-36.2019.4.01.3908.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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