São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Milton Leite não se entrega e continua foragido após operação em São Paulo

Ex-presidente da Câmara de São Paulo é alvo de prisão temporária em investigação sobre suposta infiltração do PCC no transporte público.

Imagen incluida en el documento original proporcionado

Milton Leite, ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, não se apresentou à polícia dentro do prazo de 24 horas que havia anunciado e continuava sendo procurado nesta sexta-feira (18). A Polícia Civil o considera foragido. Ele é alvo de um mandado de prisão temporária na Operação Vectura Corrupta.

Deflagrada na quinta-feira (17), a operação investiga a atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC) no transporte coletivo e no poder público paulista. Segundo as investigações, ao menos 12 das 22 empresas que operam o sistema de transporte da capital seriam controladas direta ou indiretamente pela organização criminosa.

Leite afirmou que estava viajando e declarou: “Vou me apresentar às autoridades em até 24 horas”. O político também disse que provaria sua inocência. Ele nega ligação com a facção e afirma nunca ter sido proprietário da Transwolff. A empresa, por sua vez, nega que ele tenha participação societária ou administrativa.

Documentos da investigação atribuem a Leite a operação de empresas que estariam sob influência do PCC, segundo as autoridades. Policiais militares ouvidos no caso o identificaram como responsável efetivo pela Transwolff, que é investigada por suspeita de lavagem de dinheiro para a organização criminosa.

Buscas em Sorocaba

Investigadores foram até Sorocaba nesta sexta-feira após receberem informações de que Leite teria passado por um imóvel ligado a um assessor. Ele não foi encontrado. Durante as buscas, os policiais localizaram uma passagem conectando imóveis relacionados ao político. Também foram apreendidos R 89 mil em espécie. Considerados os valores pela cotação informada nas divulgações sobre a operação, o montante se aproxima de R$ 740 mil.

A Polícia Civil apura se Leite esteve nos endereços antes da chegada dos agentes.

Relações políticas

Leite manteve relações políticas com o governador Tarcísio de Freitas e com o prefeito Ricardo Nunes. Em 30 de agosto, Tarcísio participou do lançamento das candidaturas de Alexandre Leite e Milton Leite Filho, filhos do ex-vereador. Após a operação, o governador afirmou que sua relação com Leite era institucional e que as investigações deveriam considerar os fatos, sem distinção por vínculos partidários.

Em 2024, Leite, então dirigente do União Brasil na capital, oficializou o apoio do partido à candidatura de Nunes, que foi reeleito.

A operação levou à expedição de 16 mandados de prisão. Até a última atualização das autoridades, dez investigados haviam sido presos. Entre eles estão Levi dos Santos Oliveira, ex-presidente da SPTrans, e Danilo Marco Morgado Silva, candidato a deputado estadual pelo PL. Milton Leite permanecia entre os alvos não localizados.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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