São José dos Campos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Política

Cleitinho nega crise financeira em Minas e promete renegociar dívida com a União

Candidato ao governo mineiro citou o Flamengo como exemplo de recuperação e defendeu cortes, investimentos e parcerias privadas.

Cleitinho nega crise financeira em Minas e promete renegociar dívida com a União

O candidato ao governo de Minas Gerais Cleitinho Azevedo (Republicanos) rejeitou a avaliação de que o Estado esteja quebrado e afirmou que pretende reorganizar as contas, estimular a atividade econômica e renegociar a dívida com a União. A declaração foi dada nesta segunda-feira (21), durante sabatina da BandNews.

Como comparação, Cleitinho citou o Flamengo, que, segundo ele, enfrentava dificuldades financeiras em 2016 e se tornou uma “potência mundial” após uma gestão considerada adequada pelo candidato. “Então, primeiro a gente tem que mudar essa energia do Estado”, afirmou.

Dados do Portal da Dívida Pública da Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais, atualizados até 31 de agosto, registram um rombo total de R$ 208,87 bilhões. Desse valor, R$ 188,19 bilhões correspondem à dívida com a União, R$ 14,35 bilhões a demais contratos e R$ 6,33 bilhões a outras dívidas.

O plano de governo de Cleitinho afirma que Minas enfrenta “severas restrições fiscais” e que será necessário fazer mais com menos, com redução de gastos, definição de prioridades e aumento da eficiência administrativa. Na sabatina, o candidato disse que pretende ampliar a receita, reduzir a burocracia, atrair investimentos e aumentar as parcerias com o governo federal e com a iniciativa privada.

Ele classificou o Propag como um “mal necessário” e afirmou que pretende conceder automaticamente aos servidores a recomposição anual pela inflação a partir de uma eventual posse. Disse, porém, que não assumiria o compromisso de pagar perdas acumuladas por governos anteriores. A renegociação também é prevista no plano de governo, que propõe a criação de um fundo de retorno de recursos para investimentos em logística e infraestrutura em Minas Gerais.

Para recuperar estradas, Cleitinho citou parcerias com empresários e uma iniciativa adotada em Divinópolis. Ele também mencionou a possibilidade de empresas com dívidas com o Estado executarem obras rodoviárias como contrapartida, com abatimento dos valores devidos. “Eu posso fazer uma contrapartida com eles, permuta com eles, para que eles possam pegar algumas estradas e a gente descontar nessa dívida”, declarou.

O candidato afirmou que chegaria ao governo sem compromissos pessoais com empresários e que não pediria benefícios para si. A declaração ocorre enquanto o Ministério Público analisa preliminarmente uma denúncia sobre cessões de aeronaves à campanha. Registros do DivulgaCandContas apontam três cessões feitas pelo empresário Eliésio Carlos Rodrigues, estimadas em R$ 21,45 mil.

A assessoria de Cleitinho classificou a denúncia como infundada e afirmou que os atos da campanha seguem a legislação eleitoral. As cessões aparecem na prestação de contas, mas não demonstram, por si só, a existência de irregularidade.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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