Romeu Zema defendeu uma investigação sobre a Cemig SIM e sobre todos os envolvidos nas apurações relacionadas ao Banco Master. O candidato à Presidência da República pelo Novo afirmou que políticos eventualmente responsáveis devem responder por seus atos, sem distinção partidária.
A Cemig SIM demitiu o diretor comercial Rubens Soalheiro, suspeito de ter facilitado a relação da subsidiária com a Green Investimentos. A empresa era presidida por Felipe Cançado Vorcaro, primo do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master.
Durante uma sabatina, Zema também mencionou o deputado federal Nikolas Ferreira e o senador Flávio Bolsonaro, ambos do PL, ao responder se políticos citados por Vorcaro em conversas deveriam ser investigados. “Se o Nikolas fez algo errado, que pague, se o Flávio fez algo errado, que pague também”, afirmou. Ele acrescentou que uma eventual responsabilidade poderia levar à prisão, e não apenas a um processo de impeachment.
Críticas a Lula
Zema criticou a atuação de Luiz Inácio Lula da Silva diante das investigações. O candidato afirmou que o presidente deveria adotar uma posição mais incisiva sobre o caso e questionou se Lula já havia se manifestado.
Lula publicou um vídeo na noite de quinta-feira (3) defendendo a investigação, sem blindagem, de todas as pessoas relacionadas à fraude do Banco Master. Ele também pediu que o Supremo Tribunal Federal e a Procuradoria-Geral da República conduzissem um processo capaz de preservar a integridade e a confiança nas apurações, embora integrantes das duas instituições tenham sido citados em documentos sobre o caso.
Na sexta-feira (4), durante um evento com a participação do presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, Lula declarou que ninguém deveria usar o cargo em benefício pessoal e disse que a reforma do Judiciário deveria ser discutida profundamente.
Ao comparar sua candidatura com a de Flávio Bolsonaro, Zema afirmou que o Novo tem apenas pessoas ficha limpa, enquanto o PL não teria essa característica. Também disse ter histórico de gestor e defendeu um presidente com esse perfil. Para ele, o país precisa melhorar o setor público, em vez de repetir a política tradicional, que, segundo sua avaliação, é liderada por PL, PT e PSDB há 30, 40 anos.







