BRASÍLIA — A CASACOR Brasília 2026 apresenta ambientes em que a arte participa da construção dos projetos de arquitetura, em diálogo com materiais, objetos, memórias e experiências pessoais. As obras e peças autorais são usadas para criar contrastes, estabelecer relações e contribuir para a identidade de cada espaço, não apenas como elementos decorativos.
No Espaço São Geraldo/Luner Construtora, Alessandra Lima Oliveira, da TUDO Arquitetura e Construção, reuniu trabalhos de Naura Timm, José Maciel, Tarciso Viriato, Irmãos Campana e Galeno. As obras aparecem em uma composição com tons terrosos e materiais naturais, associada à proposta de acolhimento e à convivência entre diferentes linguagens artísticas.
Para Alessandra, o ambiente deve considerar a experiência de quem o utiliza além das necessidades práticas. “O espaço deve responder às necessidades técnicas, mas também oferecer uma experiência humana”, afirma. Segundo ela, luz, materiais, arte e tecnologia podem contribuir para uma sensação de cuidado.
Memória e produção feminina
No Lar das Três Marias, assinado por Luciana Canalli, da ON Arquitetura, a memória familiar orienta a concepção do espaço. O projeto parte da coleção de luminárias Três Marias, criada por Luciana em homenagem à mãe, à avó e à bisavó.
A referência também aparece na Luminária Colheita, lançamento do Estúdio Canalli desenvolvido em colaboração com o Instituto Maria do Barro. A curadoria reúne exclusivamente mulheres artistas, designers e artesãs, entre elas Cris Akanni, Paula Calderón, Juliana Lama, Israel Hora, Giovanna Arruda e Bruna Zanatta.
Obras, luminárias, móveis e objetos autorais são apresentados em conjunto. Para Luciana, a casa também pode assumir uma dimensão de cuidado. “Criar este ambiente também foi uma forma de lembrar que a casa pode ser um lugar de cura”, diz.
A CASACOR Brasília 2026 está aberta ao público até 12 de outubro, na Casa do Candango, na 603 Sul, em Brasília.







