São José dos Campos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Saúde

Estudo associa luz noturna a alterações na estrutura do coração

Pesquisa relaciona a exposição a níveis elevados de luz durante o sono a mudanças cardíacas potencialmente nocivas.

Estudo associa luz noturna a alterações na estrutura do coração

Um estudo publicado no European Heart Journal associou a exposição à luz durante o sono a alterações na estrutura e no funcionamento do coração. A pesquisa considerou desde ambientes quase totalmente escuros até níveis de iluminação comparáveis à luz reduzida de uma tela de celular ou à claridade que entra por uma porta entreaberta.

A investigação acompanhou 11.071 pessoas expostas, durante uma semana, a diferentes intensidades de luz à noite. Três anos depois, os participantes passaram por uma ressonância magnética cardiovascular para avaliar possíveis mudanças no coração.

Os participantes submetidos aos níveis mais altos de luz noturna apresentaram paredes mais espessas na câmara esquerda do coração, o que reduziu o espaço interno do ventrículo. Também foram observados sinais de menor capacidade de contração e relaxamento a cada batimento, considerados indicadores iniciais de disfunção cardíaca.

Lu Qi, da Tulane University, em Nova Orleans, nos Estados Unidos, liderou a pesquisa. Segundo ele, a exposição noturna a níveis mais altos de luz está ligada à remodelação cardíaca, processo que altera a estrutura e o funcionamento do órgão. Qi afirmou que essa resposta costuma ser observada em situações de estresse crônico ou lesão cardíaca e que pode enfraquecer o coração e levar à insuficiência cardíaca.

O pesquisador defendeu que manter o quarto o mais escuro possível seja considerado uma estratégia potencial de prevenção de doenças cardíacas por profissionais de saúde e formuladores de políticas públicas.

Em um editorial publicado junto com o estudo, Thomas Münzel, do University Medical Center Mainz, na Alemanha, e outros autores afirmaram que a escuridão deve ser tratada como um sinal vital relevante para a saúde cardiovascular. Eles recomendaram que os profissionais perguntem sobre o ambiente de sono, o trabalho em turnos noturnos e o tempo de uso de telas depois do anoitecer.

Entre as medidas sugeridas estão o uso de cortinas opacas, iluminação de cabeceira em tons quentes e cobertura de pequenas luzes de espera de aparelhos eletrônicos. O editorial também atribuiu aos municípios um papel na redução da poluição luminosa, com alternativas como luminárias protegidas, lâmpadas de espectro quente e iluminação pública regulável ou acionada por movimento.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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