São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Cury condiciona voto à condenação de políticos ligados a Vorcaro

Em evento na Avenida Paulista, candidato também defendeu juros menores, responsabilidade fiscal e auditoria na máquina pública.

Augusto Cury diz que quem está na lista de Vorcaro e for condenado 'não merece voto'
Foto: Yuri Murakami/F/2.8 News/Estadão Conteúdo

O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) afirmou nesta terça-feira (15) que políticos citados na lista de contatos de Daniel Vorcaro ou envolvidos nas investigações relacionadas ao ex-banqueiro não deveriam receber votos caso sejam condenados. A declaração foi feita durante um evento de campanha na Avenida Paulista, em São Paulo.

“Quem está na lista do Vorcaro e for condenado, não merece o seu voto”, disse Cury. Ele também pediu ao ministro Edson Fachin e aos integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) que realizem um julgamento público, televisionado e rápido dos investigados. Na avaliação do candidato, uma decisão deveria ocorrer em uma semana para preservar a capacidade de informação dos eleitores antes de 4 de outubro.

A fala ocorreu no mesmo dia em que o STF analisou a possibilidade de abrir uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes por uma suposta relação com Vorcaro, ex-dono do Banco Master. A sessão terminou sem decisão depois que o ministro Flávio Dino pediu vista. É a primeira vez que a Corte avalia a abertura de uma investigação criminal contra um de seus próprios ministros.

Vorcaro está preso no âmbito da Operação Compliance Zero. A investigação apura suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco de Brasília (BRB). Dados retirados do celular do ex-banqueiro estão entre os elementos examinados pelo STF.

Juros e gastos públicos

Cury afirmou que o endividamento das famílias esteve entre as principais demandas relatadas por eleitores e defendeu a redução dos juros com responsabilidade fiscal. O candidato disse que pretende auditar a máquina pública, reduzir gastos, revisar cargos políticos e preservar os funcionários públicos.

Durante o evento, ele relatou ter conversado com eleitores na Paulista e ouvido queixas de perda de esperança no país. Também afirmou ter encontrado pessoas que não acreditam mais no STF, no Congresso Nacional e no Executivo.

Cury apresentou sua candidatura como uma alternativa à polarização entre direita e esquerda. “Estou me candidatando para tentar unir o Brasil”, afirmou.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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