São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Feira do Livro de Ribeirão Preto amplia acessibilidade para públicos com deficiência

Estudante cego e consultora surda relatam como Braille, Libras e apoio à circulação facilitaram a participação no evento.

Feira do Livro de Ribeirão Preto amplia acessibilidade para públicos com deficiência
Foto: Murilo Corazza/g1

A Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto reuniu recursos de acessibilidade para permitir a participação de pessoas com diferentes deficiências. A programação incluiu interpretação em Língua Brasileira de Sinais (Libras), experiências sensoriais e estruturas para circulação e acolhimento dos visitantes.

Estudante do terceiro ano do ensino médio, Anderson nasceu cego e está sendo alfabetizado. Durante a visita à feira, ele comprou livros em Braille sobre carros e dinossauros. O estudante foi acompanhado pelo professor de apoio Otton Omar Balthazar, com quem passa cerca de seis horas por dia revisando conteúdos da escola regular.

Anderson já escreve em Braille, mas ainda tem dificuldade para reconhecer os pontos menores produzidos pela máquina. Para desenvolver a sensibilidade das mãos, Otton utiliza peças maiores para formar letras e presenteou o aluno com um livro sensorial. “Trabalho mais o sensorial porque, quanto mais ele tiver essa sensibilidade, melhor vai ser a leitura”, afirmou o professor.

A circulação pelos espaços também foi trabalhada com foco na autonomia. Na Biblioteca Sinhá Junqueira, a equipe apresentou os caminhos, verificou se Anderson poderia usar as escadas e ofereceu o elevador. Otton afirmou que o apoio deve existir sem impedir que o estudante faça escolhas e aprenda os trajetos.

Libras e participação

A consultora de acessibilidade Ingrid Loyo, de 24 anos, é surda e visitou a feira pela segunda vez. Ela trabalha na biblioteca do Senac e considera Libras sua primeira língua, enquanto o português é sua segunda língua. Para Ingrid, a presença de intérpretes facilitou a comunicação e o acompanhamento das atividades.

“Quando não temos intérprete, encontramos muitas barreiras e não conseguimos ter confiança para participar de um evento”, disse Ingrid. Nesta edição, ela também atua como consultora e ajuda a divulgar a programação para a comunidade surda.

Intérpretes foram distribuídos em pontos específicos, no balcão de informações e em atividades identificadas como acessíveis. O serviço permitiu que visitantes surdos consultassem a programação, obtivessem orientações e acompanhassem palestras e oficinas. Ingrid participou ainda de uma oficina de aromaterapia e óleos essenciais, que explorou o olfato.

A 25ª edição teve palestras, oficinas, bate-papos e experiências que envolveram tato, audição e olfato. Segundo Priscilla Altran, vice-presidente da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, o planejamento prevê rampas, banheiros acessíveis, passarelas e rotas de circulação, além da preparação das equipes para o acolhimento do público.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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