SÃO PAULO — Flávio Bolsonaro acusou o sistema judicial de corrupção durante um comício realizado na Avenida Paulista, em São Paulo, no Dia da Independência do Brasil. A manifestação reuniu 28.500 pessoas, segundo dados de monitoramento da Universidade de São Paulo.
Vestidos de verde e amarelo, os participantes também pediram a destituição de Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal. Moraes presidiu o processo que levou à condenação de Jair Bolsonaro a 27 anos de prisão, em 2025, por tentativa de golpe de Estado contra Luiz Inácio Lula da Silva.
Flávio, de 45 anos, foi escolhido candidato à Presidência após a condenação do pai. Ele enfrentará Lula nas eleições de 4 de outubro. Uma pesquisa da Quaest divulgada nesta segunda-feira indica empate entre os dois em uma eventual segunda volta, com 41% das intenções de voto para cada candidato.
O senador também tem citado mensagens enviadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro, acusado de fraude, para um número atribuído a Alexandre de Moraes. Vorcaro teria pedido ajuda jurídica ao juiz dias antes de ser detido, no âmbito de um dos maiores escândalos financeiros da história recente do Brasil. As possíveis respostas de Moraes não foram divulgadas, e o ministro não comentou o caso.
“Vou trabalhar para restaurar a credibilidade do poder judicial brasileiro... a minha candidatura é uma candidatura de protesto”, afirmou Flávio. Ele também responsabilizou Lula pelo que chamou de caos moral no Brasil.
Em maio, tornou-se público que Flávio havia pedido a Vorcaro financiamento para um filme sobre Jair Bolsonaro, que está preso. O candidato nega qualquer irregularidade.
Lula participou de um desfile militar em Brasília para marcar o Dia da Independência. Na véspera do feriado, afirmou que nenhum líder estrangeiro pode dizer ao Brasil de quem comprar ou para quem vender, em referência indireta aos Estados Unidos, que impuseram direitos aduaneiros ao país em julho.







