BERLIM — Robôs humanoides foram apresentados na IFA 2026 em demonstrações que incluíram tarefas domésticas, interação com visitantes e acrobacias. As empresas também exibiram máquinas de companhia e sistemas voltados a aplicações comerciais, mas os testes mostraram limitações de velocidade, estabilidade e autonomia.
A feira reuniu fabricantes de diferentes países para apresentar produtos e conceitos de tecnologia. Leif Lindner, diretor-executivo da IFA Management GmbH, afirmou que a robótica está entre os temas centrais do evento, ao lado da inteligência artificial. Ele citou como exemplos os humanoides, a chamada IA física e os sistemas robóticos para o lar.
Aplicações dentro de casa
A sul-coreana LG apresentou o CLOiD como parte da proposta “Zero Labor Home”. Na demonstração, o robô atuou como maestro simbólico de uma “orquestra de IA” que conecta eletrodomésticos, sistemas de entretenimento e outros dispositivos. A empresa afirmou que pretende reduzir o trabalho doméstico por meio da integração entre robôs e aparelhos.
A chinesa Haier também mostrou robôs humanoides capazes de interagir com pessoas e dispositivos, além de equipamentos voltados à limpeza e à companhia. Já a norte-americana SwitchBot demonstrou uma máquina que recolhia roupas, colocava as peças na máquina de lavar e fechava a porta.
O teste indicou um possível uso doméstico, mas o robô executou a tarefa de forma lenta. Assim, embora tenha conseguido cuidar da roupa sem intervenção direta durante a demonstração, o processo ainda exige paciência.
A Pudu Robotics, da China, apresentou o humanoide PUDU D7. A empresa, que também desenvolve robôs de serviço e limpeza para setores como hotelaria, varejo, saúde e logística, mostrou o equipamento pegando objetos a pedido, posando para fotos, tirando selfies e formando um coração com as mãos.
Companhia e entretenimento
A TCL levou à feira o AiMe, um robô de companhia com inteligência artificial desenvolvido para responder a vozes, expressões e sinais emocionais. Segundo a empresa, ele pode conversar, participar de jogos e contar histórias, além de guardar interações anteriores e ser personalizado. O formato arredondado faz com que se pareça mais com um urso de pelúcia do que com um robô convencional.
A OlloBot apresentou o OlloNi SS1, descrito pela empresa como um “Cyber Pet”. O pequeno robô, de acordo com a fabricante, aprende com a voz, os hábitos e as interações dos usuários e adapta suas respostas. Seu corpo arredondado e seus movimentos foram projetados para lembrar um animal de estimação.
A MagicLab Robotics levou a Berlim humanoides vestidos com fantasias de panda. Em vez de reproduzir comportamentos do animal, os robôs executaram repetidamente mortais para trás. Coreografias, acrobacias e interações com o público apareceram em várias apresentações como forma de demonstrar as capacidades atuais das máquinas.
No Robot Show da IFA, robôs humanoides e animais robóticos dançaram, fizeram tai chi, executaram mortais para trás e realizaram esparregatas. A atração reuniu visitantes e foi acompanhada por gritos e aplausos.
As apresentações também evidenciaram problemas de estabilidade. Depois de uma esparregata, um robô teve dificuldade para voltar a ficar de pé e permaneceu trêmulo. Em outra demonstração, um cão robótico caiu. Os testes indicaram que as máquinas já conseguem executar movimentos e interagir com o público, mas ainda estão distantes de realizar tarefas complexas do cotidiano de modo rápido e autônomo.







