São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Pacto de Trump sobre inteligência artificial aposta na autorregulação das empresas

Nvidia, OpenAI e Anthropic aderiram a um compromisso sem força legal, enquanto a União Europeia prevê multas para violações.

Pacto de Trump sobre inteligência artificial aposta na autorregulação das empresas

Executivos de empresas como Nvidia, OpenAI e Anthropic assinaram um compromisso com a Casa Branca para adotar salvaguardas na inteligência artificial, mas o acordo não tem força legal nem estabelece sanções claras. A iniciativa foi apresentada após uma reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O compromisso, chamado Acordo da Casa Branca, prevê que as próprias empresas criem mecanismos de controle e auditoria. Trump afirmou que o pacto é “moralmente vinculativo” e disse que os executivos vão supervisionar uns aos outros. Ele também anunciou que pretende nomear um responsável pelo acordo e sugeriu um comitê de cerca de dez pessoas para acompanhar o setor.

Entre os participantes estavam Jensen Huang, da Nvidia; Greg Brockman, da OpenAI; Dario Amodei, da Anthropic; Mark Zuckerberg, da Meta; Elon Musk; Jeff Bezos, fundador da Amazon; Satya Nadella, da Microsoft; e Sundar Pichai, da Google. O almoço reuniu 31 convidados.

Controles e expansão dos centros de dados

O acordo prevê avaliações internas de risco, auditorias externas e supervisão pelos conselhos de administração. Zuckerberg disse que a proposta busca assegurar aos clientes que a tecnologia funciona como esperado. Musk afirmou que as empresas concordaram em avaliar os trabalhos umas das outras.

Amodei adotou uma posição mais cautelosa e afirmou que a tecnologia apresenta riscos reais, ainda que o mecanismo para enfrentá-los continue em discussão. A Anthropic informou investidores sobre possíveis riscos existenciais para a humanidade e pretende abrir seu capital em novembro.

Trump também defendeu a expansão dos centros de dados, necessários para o funcionamento da inteligência artificial. Essas instalações consomem muita energia e se tornaram tema de disputas eleitorais nos Estados Unidos por causa do impacto sobre as contas de eletricidade, a água e o território.

Uma pesquisa realizada em 14 e 15 de setembro apontou que 65% dos eleitores registrados se opunham à construção de centros de dados em suas comunidades; 43% eram fortemente contrários. Em 16 de setembro, a Câmara dos Representantes aprovou por 417 votos a 3 uma proposta que obriga os estados a avaliar regras para que essas instalações paguem por melhorias na rede elétrica e pelos custos adicionais da eletricidade. O texto ainda não foi aprovado pelo Senado.

Regras da União Europeia

Na União Europeia, as exigências estão previstas em lei. O AI Act se aplica a empresas que vendem sistemas de inteligência artificial no bloco, independentemente do país onde estejam sediadas.

Desde agosto de 2025, empresas responsáveis por modelos de uso geral precisam documentar o funcionamento dos sistemas, fornecer informações às empresas que desenvolvem produtos a partir deles, respeitar a legislação europeia de direitos autorais e divulgar um resumo dos dados usados no treinamento.

Os modelos mais avançados também devem passar por testes de risco, comunicar incidentes graves e adotar medidas contra ataques cibernéticos. Desde 2 de agosto, o Gabinete da IA da Comissão Europeia pode solicitar informações, avaliar modelos e determinar restrições ou retirada de sistemas do mercado europeu.

As violações podem resultar em multas de até 15 milhões de euros ou 3% do faturamento anual mundial, prevalecendo o maior valor. Um código de conduta voluntário auxilia as empresas, mas cumprir o AI Act é obrigatório.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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