O presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Mike Johnson, propôs uma reunião no Congresso com os principais executivos de empresas de inteligência artificial para discutir como a tecnologia deve ser regulamentada. Segundo ele, a ideia já foi conversada com o presidente Donald Trump.
Johnson afirmou neste domingo (13) que os Estados Unidos precisam administrar a inteligência artificial de forma semelhante a outras tecnologias, sem impedir o desenvolvimento do setor. Para o republicano, uma resposta precipitada do Congresso poderia comprometer a posição americana na disputa tecnológica com a China.
"Se o Congresso se precipitar em uma sessão de emergência para tentar regulamentar a IA, perderemos a corrida para a China, e isso representa uma ameaça para todos os americanos", disse Johnson.
O debate ocorre enquanto líderes e especialistas demonstram preocupação com o avanço sem controle da inteligência artificial e com a possibilidade de sistemas superinteligentes provocarem danos irreparáveis à humanidade.
Pressão por desaceleração
Dario Amodei, CEO da Anthropic, pediu no sábado que o ritmo de desenvolvimento da IA seja reduzido. Sam Altman, CEO da OpenAI, e Elon Musk, proprietário da xAI, apoiaram a posição de Amodei.
A discussão também levou Jacob Coxon, pesquisador de IA e ex-funcionário da OpenAI e da Anthropic, a anunciar que deixaria o setor. Ele acusou as duas empresas americanas de "brincar com a vida das pessoas" durante a corrida para criar modelos capazes de se autoaperfeiçoar.
Johnson defendeu que o desenvolvimento da tecnologia seja conduzido de maneira responsável. "Devemos gerenciar essa nova tecnologia da mesma forma que gerenciamos outras no passado e garantir que façamos tudo o que pudermos de maneira responsável para não sufocar a inovação americana", afirmou.








