O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira (8) que, se eleito, não pretende manter conflitos com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Durante uma transmissão em seu canal no YouTube, disse que buscará pacificar o Brasil e olhará para frente ao assumir o governo.
“Vou pacificar este País. Sou a única pessoa com condições para pacificar”, declarou Flávio. Ele também afirmou que Lula está de um lado e ele, de outro, mas que não desejaria continuar a disputa após uma eventual eleição.
A fala ocorreu após uma sequência de críticas de Flávio ao presidente. Na mesma transmissão, o candidato pediu que Lula desistisse de disputar o segundo turno e afirmou que o petista poderia apoiá-lo para “salvar” o país.
Compromissos apresentados por Augusto Cury
Flávio também comentou o apoio recebido do ex-candidato Augusto Cury (Avante). Segundo o senador, Cury apresentou um termo de compromisso com o Brasil como condição para apoiá-lo. Flávio disse ter concordado “100%” com o documento e o assinado.
Entre os compromissos estão o fim da reeleição para presidente da República, medidas para educação, saúde e agricultura, além da pacificação do país e de um governo voltado a diferentes correntes políticas. Na agricultura, Cury propôs que o Brasil dobre a produção de alimentos nos próximos dez anos.
Ao ler parte do documento, Flávio afirmou que concordava com a ideia de não governar movido por vingança, rancor, perseguição ou ressentimento político. Também disse apoiar um governo para brasileiros de direita, esquerda, centro e para aqueles que não se identificam com uma corrente ideológica.
Em vídeo exibido durante a transmissão, Cury afirmou que seu apoio foi condicionado a propostas e que não pediu cargos nem influência. O ex-candidato disse que exigiu o compromisso de entregar um Brasil melhor e ressaltou que o apoio não representa um cheque em branco, mas um compromisso que será cobrado por ele e pela população.







