São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Imagem de pai com filha em tratamento revela drama financeiro no Pará

Registro feito em Barcarena ajudou a mobilizar doações para Esther Sofia, que enfrenta leucemia e viaja com o pai para tratar a doença.

Imagem de pai com filha em tratamento revela drama financeiro no Pará
Foto: Reprodução

A falta de R$ 7 para voltar para casa estava entre as dificuldades enfrentadas por Paulo Robson Vasconcelos Pereira no dia em que uma fotografia dele com a filha Esther Sofia começou a circular. A menina, de 4 anos, havia passado por mais uma viagem entre Barcarena e Belém para tratar a leucemia.

O registro foi feito pelo mototaxista Nelildo Keybe em um porto de Barcarena. Ao ver pai e filha cansados, ele enviou a imagem a amigos de um projeto social ligado ao grupo Som Automotivo de Barcarena. A intenção era divulgar um bingo beneficente para apoiar a família, mas a fotografia alcançou pessoas de diferentes lugares e gerou campanhas e doações.

“Foi se espalhando, se espalhando e ganhou uma proporção que a gente nunca imaginava”, disse Nelildo. Ele já conhecia a situação de Esther e afirmou que a cena mostrava o desgaste físico e emocional enfrentado pelos dois.

A rotina entre Barcarena e Belém

No dia da fotografia, Paulo contou que a filha estava com fome e queria voltar para casa. Sem dinheiro suficiente para completar o valor da viagem, ele disse ter ficado desesperado. A família enfrenta uma rotina de deslocamentos que começa com um carro por aplicativo até o porto, continua de lancha até Belém e termina com outro transporte até o hospital.

O percurso pode ocorrer duas, três ou até quatro vezes por semana. Pai e filha saem de manhã, permanecem no hospital durante o dia e, em algumas ocasiões, Esther precisa ficar internada. A menina gosta de brincar de boneca e fazer pulseiras, mas afirma preferir permanecer em casa.

O diagnóstico veio depois que Esther reclamou de dores na barriga e Paulo identificou uma mancha roxa no corpo dela. Exames apontaram alterações no sangue, e a menina foi transferida para outro hospital, recebeu transfusão e depois foi encaminhada a atendimento especializado. A confirmação da leucemia, ocorrida há cerca de três meses, surpreendeu o pai, que a considerava uma criança saudável e brincalhona.

Mudanças na família

A doença de Esther também trouxe a Paulo a lembrança da morte da mãe da menina, vítima de câncer. Na época, ele trabalhava no Pará e a família morava em Brasília. Depois de receber a notícia de que a esposa estava internada, voltou para Brasília. Ela morreu com 21 dias após a chegada dele, e Paulo passou a cuidar da filha. Mais tarde, ele conheceu a atual esposa, que divide com ele os cuidados da menina.

Antes do diagnóstico, Paulo trabalhava em regime de turnos. Com as internações e a necessidade de acompanhar a filha, deixou o emprego. Sem renda fixa, passou a contar com o auxílio de vizinhos e moradores da comunidade São Francisco, em Barcarena. As contribuições incluíram R$ 10, R$ 20 e R$ 50.

A repercussão da fotografia ampliou essa rede de apoio. Paulo, que não tem redes sociais, percebeu o alcance da história quando começou a receber centenas de mensagens. Uma vaquinha foi organizada, e pessoas sensibilizadas também fizeram doações diretamente à família.

Os recursos devem ser usados nas despesas do tratamento e na adaptação da casa. Esther ainda não tem um quarto próprio; a família recebeu móveis e planeja reformar o espaço para deixá-lo mais confortável. O tratamento pode durar entre dois e três anos, enquanto os deslocamentos e as demais necessidades continuam fazendo parte da rotina.

“Vou fazer todo o esforço do mundo e vou continuar fazendo por ela”, afirmou Paulo.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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