São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Petróleo lidera exportações brasileiras em agosto, enquanto cobre ganha espaço

Vendas externas cresceram 12,2% no mês, impulsionadas por petróleo, soja e minério de cobre, informou o Mdic.

Petróleo lidera exportações brasileiras em agosto, enquanto cobre ganha espaço
Foto: Domingos Peixoto/Agência o Globo

Cobre e petróleo ampliam participação

RIO DE JANEIRO não é confirmado no texto-fonte; portanto, sem dateline.

O minério de cobre alcançou US$ 975 milhões em exportações em agosto, mais que o triplo do registrado no mesmo mês de 2025. Segundo José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), US$ 685,2 milhões desse total tiveram como destino a União Europeia. O resultado combinou aumento de volume e de preço.

O petróleo foi o principal produto exportado no mês. A receita com os embarques cresceu 18%, em meio à valorização do barril do Brent. Castro atribuiu o avanço principalmente ao preço, que subiu 24,9% ante agosto de 2025, enquanto o volume enviado ao exterior recuou 5,5%.

Petróleo bruto e combustíveis responderam juntos por 18,9% das exportações brasileiras, acima dos 16,85% registrados em agosto de 2025, de acordo com André Valério, economista do Inter. A soja também teve alta de 14% nos embarques, influenciada por preços e volume. Já a receita do minério de ferro caiu 10,8%, com recuo nas duas variáveis.

Saldo comercial e importações

O Brasil registrou superávit comercial de US$ 7,4 bilhões em agosto, contra US$ 6 bilhões no mesmo mês de 2025. O resultado veio de US$ 33,2 bilhões em exportações e US$ 25,8 bilhões em importações, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

As exportações cresceram 12,2% no mês, enquanto as importações avançaram 9,2%. De janeiro a agosto, o saldo positivo chegou a US$ 55,3 bilhões, alta de 28,2%. As vendas externas somaram US$ 250,9 bilhões, aumento de 10,3%, e as compras alcançaram US$ 195,5 bilhões, avanço de 6,1%. A corrente de comércio foi de US$ 446,393 bilhões, alta de 8,4%.

Embora o valor importado tenha aumentado, o volume caiu 2% em agosto. O avanço de 11% nos preços compensou a redução da quantidade, principalmente sob influência do petróleo e de seus derivados. A queda no volume desembarcado foi puxada por bens intermediários e combustíveis.

No acumulado do ano, o volume importado recuou 0,8%. A alta de 25,4% nos preços médios levou o desembolso a crescer 14,7% ante o mesmo período de 2025. Nesse intervalo, as compras de bens intermediários caíram 6,8%, e as de combustíveis, 6,5%.

Destinos e projeções

As exportações brasileiras para os Estados Unidos somaram US$ 3,2 bilhões em agosto, alta de 12,1% ante o mesmo período de 2025. No acumulado do ano, porém, houve queda de 9,7%, com total de US$ 24,1 bilhões. O volume enviado aos Estados Unidos diminuiu 3,1% em agosto, segundo Herlon Brandão, diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Mdic. Para ele, o aumento mensal foi provocado pela elevação dos preços.

Para a China, houve queda nos embarques dos principais produtos da pauta brasileira — soja, petróleo e minério de ferro. Valério relacionou o recuo nas compras chinesas de petróleo ao uso de reservas estratégicas após o início do conflito no Irã. Para os Estados Unidos, as exportações brasileiras de petróleo caíram 59% ante agosto de 2025. A participação do produto nas vendas brasileiras ao país passou de 21% em 2025 para 7,7% em 2026.

A Casa Branca adotou duas medidas tarifárias contra o Brasil com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974: uma sobretaxa de 25% sobre parte das exportações brasileiras e uma tarifa adicional de 12,5%, aplicada ao Brasil e a outras 59 economias, sob alegação de falhas na fiscalização de produtos feitos com trabalho forçado.

Entre os segmentos que impulsionaram as vendas aos Estados Unidos estão aeronaves e outros equipamentos, carne bovina, produtos semi-acabados, ferro e aço, cimento e materiais de construção. Brandão afirmou que aeronaves e carne bovina ficaram fora das tarifas adicionais.

A economista Luiza Pinese, da XP, avalia que o saldo comercial deve permanecer elevado no segundo semestre, embora os volumes exportados possam diminuir. A XP projeta superávit de US$ 84,5 bilhões em 2026. Inter e AEB estimam, respectivamente, saldos positivos de US$ 88 bilhões e US$ 90 bilhões. As projeções citadas são de US$ 84,5 bilhões, US$ 88 bilhões e US$ 90 bilhões para 2026.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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