São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

Petróleo e derivados respondem por 49,4% do superávit até agosto

Saldo de petróleo bruto chegou a US$ 32,3 bilhões em 2026, segundo relatório do Icomex, da FGV.

Petróleo e derivados respondem por 49,4% do superávit até agosto

O conjunto de petróleo e derivados gerou saldo líquido de US$ 27,3 bilhões para o Brasil no ano até agosto, o equivalente a 49,4% do superávit comercial total do período. O cálculo considera o saldo positivo de US$ 32,3 bilhões do petróleo bruto e o déficit de US$ 4,9 bilhões dos derivados, segundo relatório do Indicador de Comércio Exterior (Icomex), divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta terça-feira, 15.

Em agosto, o petróleo bruto representou 14,6% das exportações brasileiras, acima da soja, que respondeu por 13,3%. No acumulado até agosto, porém, a soja permaneceu na primeira posição, com 15,7%, enquanto o petróleo alcançou 14,7%.

A indústria extrativa ampliou o saldo do país nas relações com China e União Europeia, enquanto a indústria de transformação manteve resultados negativos. No acumulado de janeiro a agosto, o Brasil teve superávit em agropecuária e extrativa e déficit em transformação nos três mercados analisados: China, União Europeia e Estados Unidos.

Com a China, o saldo positivo da extrativa foi de US$ 33,8 bilhões, contra US$ 27,9 bilhões da agropecuária. A indústria de transformação teve déficit de US$ 36,1 bilhões. Na União Europeia, a extrativa registrou superávit de US$ 11,2 bilhões e a agropecuária, de US$ 7,8 bilhões; o déficit manufatureiro ficou em US$ 15,8 bilhões.

Nos Estados Unidos, os saldos positivos de US$ 1,1 bilhão na agropecuária e de US$ 0,4 bilhão na extrativa não compensaram o déficit de US$ 4,6 bilhões da transformação. A FGV afirma que a semelhança entre as pautas de exportação do Brasil e dos Estados Unidos nesses dois setores reduz o espaço para uma expansão relevante do superávit brasileiro.

Dos 23 setores da indústria de transformação, o Brasil teve déficit com 18 na relação com a China, com 17 na União Europeia e com 12 nos Estados Unidos. Produtos alimentícios, produtos de fumo e celulose foram superavitários nos três mercados.

A FGV relaciona parte do desempenho do petróleo ao conflito no Irã, aos efeitos sobre preços e rotas e à busca de fornecedores fora das áreas de maior risco. O relatório também aponta que os ganhos comerciais do óleo precisam ser compatibilizados com compromissos da transição energética. Para a instituição, o superávit de 2026 tende a ser maior que o de 2025, apoiado pela extrativa, enquanto a transformação permanece como foco de vulnerabilidade nas contas bilaterais.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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