SÃO PAULO — A ausência de registro sistemático das mortes de pessoas em situação de rua dificultou a avaliação dos impactos da pandemia de covid-19 sobre essa população. O grupo enfrentava insegurança alimentar, falta de abrigo para isolamento e impossibilidade de seguir adequadamente cuidados sanitários.
A pesquisa investiga o que explica o silêncio social em torno dessas mortes em São Paulo entre 2020 e 2022. A análise relaciona esse silêncio ao desencontro entre as percepções de gestores públicos, ativistas, jornalistas, trabalhadores da linha de frente e das próprias pessoas em situação de rua sobre os momentos de risco de morte nas ruas.
O registro desses casos é apontado como fundamental para medir os efeitos de crises sanitárias nas ruas e os riscos aos quais essa população está exposta diariamente.








