O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (24) que a terceira fase da operação Carbono Oculto identificou instrumentos de fundos de investimento usados para lavar dinheiro e ocultar patrimônio ligado a diferentes braços do crime organizado. Segundo ele, esses recursos também teriam dado liquidez a operações como o financiamento do filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Batizada de Crédito Oculto, a operação reuniu a Receita Federal, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) e outras instituições. A investigação apontou uma estrutura financeira intermediada e organizada a partir do grupo empresarial Entre. De acordo com a apuração, o grupo atuava como principal receptor e administrador de recursos relacionados à compra de uma distribuidora de combustível pelo crime organizado, mantendo ocultos os verdadeiros proprietários.
Durigan disse que a movimentação financeira atribuída ao grupo alcançou R$ 11 bilhões. O ministro afirmou que os recursos recebidos pela entidade teriam relação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), com o Banco Master e com o financiamento de Dark Horse.
Para Durigan, a concentração dos valores em um mesmo fundo dificulta a identificação da origem e da destinação de cada quantia. Ele declarou que cabe ao trabalho de investigação separar recursos associados ao PCC, a uma usina de etanol e a uma distribuidora de combustível ligada ao crime organizado.
O ministro também alertou para a possibilidade de cooptação de fintechs e fundos de investimento pelo crime organizado. Ele reafirmou que a Receita Federal e o Ministério da Fazenda atuarão em conjunto para automatizar, com auxílio de inteligência artificial, a identificação de movimentações suspeitas no mercado de capitais.





