São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Renan Santos indica Paulo Cruz para o Ministério da Educação

Candidato da Missão escolheu professor e escritor crítico às cotas raciais para comandar o MEC em eventual governo.

Renan Santos anuncia ministro da Educação contra cotas - 03/09/2026 - Mônica Bergamo - Folha

O candidato à Presidência da República Renan Santos, da Missão, anunciou Paulo Cruz como seu convidado para comandar o Ministério da Educação (MEC) em um eventual governo. A escolha foi apresentada no Show do Bacci.

Professor, filósofo e escritor, Cruz é negro e critica a política de cotas raciais. Em 2022, ele classificou a celebração dos dez anos da política como uma “vitória de Pirro” e afirmou que as cotas não produzem ganho real para o Brasil e encobrem deficiências da educação básica.

Ao anunciar o nome, Renan afirmou que Cruz conhece os problemas estruturais do ensino brasileiro e não recorreria a soluções simplistas. “Paulo Cruz seria um grande homem”, declarou o candidato.

Formação e posições sobre educação

Cruz, 47, é formado em filosofia e em processamento de dados. Também tem mestrado em ciência da religião pela Universidade Metodista de São Paulo e é professor desde 2014.

O professor defende que as políticas educacionais priorizem o ensino básico. Para ele, as desigualdades começam antes da chegada dos estudantes à universidade, e as cotas não resolveriam esse problema. “O problema de origem, o problema real, é o ensino básico”, afirmou em 2022.

Apesar das críticas ao modelo, Cruz disse que não era contrário ao uso das cotas por pessoas que pudessem se beneficiar delas. “Se existe, é para ser usado”, afirmou.

Na mesma ocasião, declarou que não se alinhava ao então governo Jair Bolsonaro na discussão sobre as ações afirmativas. “Sou crítico ao governo. Sou crítico às cotas, mas provavelmente não pelos motivos que ele possa ter”, disse.

Cruz também relatou ter sido chamado de “capitão do mato” nas redes sociais por causa de suas posições. Ele afirmou que não se intimidava com as críticas e defendia o direito de manter posições conservadoras e discordar do pensamento predominante.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5