São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Renan Santos reage à suspensão de propaganda digital e pede vídeos de apoiadores

Candidato atribui problemas de cadastro a falhas no sistema do TSE e convoca seguidores a produzir vídeos durante a restrição.

Renan Santos aposta em crescimento após decisão de Toffoli e convoca apoiadores a gravarem vídeos: 'Produzam conteúdo aos milhares'
Foto: Daniel Teixeira/Estadão/Estadão

O candidato à Presidência Renan Santos, do Missão, afirmou que pode crescer nas pesquisas após o ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), suspender sua propaganda eleitoral digital e sua participação em debates. Ele também pediu que apoiadores produzam vídeos para ampliar a divulgação da campanha durante a restrição às redes sociais.

Em áudio publicado no perfil do Valete Plus na madrugada desta terça-feira, 1º, Renan disse que a decisão pode fazer mais pessoas procurarem informações sobre sua candidatura. “Se eu sobreviver a essa treta, eu vou ter alguma reação interessante em pesquisa”, afirmou.

O candidato declarou que espera crescimento mesmo com a suspensão, mas disse que a campanha precisa reduzir os efeitos provocados pela falta de redes sociais. Em seguida, convocou os apoiadores a gravarem vídeos explicando por que o apoiam e comentando a decisão judicial.

“Produzam conteúdo aos milhares”, pediu Renan. Ele também afirmou que tentará compensar posteriormente os prejuízos caso consiga recuperar o acesso às redes e disse precisar do envolvimento dos apoiadores.

Motivo da suspensão

A decisão de Toffoli teve como fundamento a declaração considerada irregular das redes sociais usadas pela candidatura. Renan e o vice, Aroldo Medina, protocolaram o registro da chapa no TSE em 7 de agosto, mas não informaram todos os perfis que seriam utilizados na propaganda eleitoral.

A relação foi complementada 12 dias depois, em 19 de agosto. Ao todo, 16 perfis foram apresentados posteriormente à Justiça Eleitoral.

Para Toffoli, o atraso era relevante porque contas não declaradas poderiam continuar submetidas aos sistemas de recomendação das plataformas. Isso permitiria que publicações fossem sugeridas a usuários que não acompanhavam a candidatura, antes de os perfis passarem pelo controle da Justiça Eleitoral.

Renan contestou essa justificativa. Ele afirmou que a campanha enfrentou falhas no sistema do TSE usado para cadastrar as redes sociais, comunicou os problemas ao tribunal e que outros candidatos teriam enfrentado dificuldades semelhantes. Segundo o candidato, a equipe corrigiu as informações antes de qualquer solicitação do Ministério Público.

A decisão de Toffoli também impede a participação de Renan em debates. Um encontro promovido pelo Terra e outros 10 veículos está previsto para 14 de setembro, às 22h.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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