São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Trump vincula ataques ucranianos a alta da energia e cobra mudança de alvos

Presidente americano afirmou que operações contra instalações russas de diesel contribuem para a escassez mundial do combustível.

Trump vincula ataques ucranianos a alta da energia e cobra mudança de alvos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a Ucrânia deve interromper os ataques contra refinarias e outras estruturas russas ligadas à produção de diesel. Para ele, as operações contribuem para a escassez do combustível no mundo e prejudicam a economia global.

“Zelenskyy tem de fazer uma coisa. Tem de deixar de destruir a produção de gasóleo na Rússia”, disse Trump a jornalistas durante sua visita à Irlanda. O presidente americano acrescentou que os ucranianos têm outros alvos disponíveis, sem especificar quais.

Trump atribuiu aos esforços de guerra da Ucrânia contra a Rússia a principal responsabilidade pela alta dos preços da energia. A avaliação contrasta com a de especialistas citados no texto, que apontam como fator principal a guerra travada por Estados Unidos e Israel no Irã e o fechamento do estreito de Ormuz, por onde passa normalmente 20% do petróleo mundial.

A estratégia ucraniana de atacar reservas russas de petróleo e gás ocorre em resposta à invasão em larga escala da Rússia em 2022. Trump disse que essas ações estão “prejudicando o mundo”.

Visita à Irlanda

Os comentários foram feitos durante uma visita de 48 horas à Irlanda. Trump se reuniu com o primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin, e deveria entregar o troféu ao vencedor de um torneio de golfe na noite de domingo, antes de retornar a Washington.

Durante a passagem pelo país, o presidente americano também defendeu a possibilidade de união entre a República da Irlanda e a Irlanda do Norte, que faz parte do Reino Unido. Em um discurso de 45 minutos na residência do embaixador dos Estados Unidos em Dublin, ele tratou do tema e, depois do encontro com Martin, afirmou que seria natural unir o norte e o sul.

Trump também teria abordado a questão com a presidente irlandesa, Catherine Connolly. Durante a reunião, ela lhe entregou um livro de poemas de Michael Longley, poeta nascido em Belfast. Entre as obras do autor está “Ceasefire”, poema inspirado em Homero e relacionado ao perdão.

A possibilidade de unificação é um tema levantado com frequência por Trump em conversas com diplomatas e autoridades, segundo fontes do governo irlandês. As declarações ocorrem em meio a tensões entre Estados Unidos e Reino Unido relacionadas à guerra no Irã. Washington critica aliados europeus da Organização do Tratado do Atlântico Norte por não participarem do conflito.

Trump também criticou o ex-primeiro-ministro britânico Keir Starmer, que inicialmente rejeitou a autorização para o uso de bases militares britânicas por forças americanas. Starmer depois permitiu o uso para fins defensivos. Mais recentemente, a administração Trump questionou a soberania britânica sobre as Malvinas após o presidente argentino Javier Milei voltar a reivindicar o território.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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