São José dos Campos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Brasil

Vorcaro diz que doações a Bolsonaro e Tarcísio foram propina ligada ao Credcesta

Proposta de delação do banqueiro afirma que repasses eleitorais faziam parte de acordo atribuído a Gilberto Kassab para manter operação em São Paulo.

Doações de R$ 5 milhões para campanhas de Tarcísio e Bolsonaro foram propina negociada com Kassab, diz Vorcaro

Daniel Vorcaro afirmou, em proposta de delação premiada, que as doações feitas em 2022 às campanhas de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas foram usadas como propina em uma negociação relacionada ao Credcesta. O banqueiro está preso por fraude bancária.

Os repasses somaram R$ 5 milhões. Desse valor, R$ 3 milhões foram destinados à campanha de reeleição de Bolsonaro e R$ 2 milhões à candidatura de Tarcísio ao governo de São Paulo. As doações foram realizadas por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.

Segundo o relato, a negociação envolvia Gilberto Kassab, presidente do PSD e ex-secretário de Tarcísio. O objetivo seria manter no governo paulista o Credcesta, cartão de crédito consignado de uma empresa ligada ao Banco Master. Na proposta, Vorcaro classificou os pagamentos como “contrapartidas financeiras” de um suposto acordo irregular para a permanência do produto no governo.

O acordo mencionado previa o pagamento de 5% do resultado líquido da operação do Credcesta em São Paulo e a transferência de recursos para campanhas de partidos ligados ao grupo político de Kassab. O banqueiro também relatou a previsão de pagamentos informais de cerca de R$ 10 milhões em espécie, que seriam entregues por Thiago Botelho, conhecido como Papel, para campanhas do PSD.

Em três versões de delação, a acusação sobre pagamentos a políticos bolsonaristas aparece. Todas foram recusadas por falta de informação inédita. Vorcaro disse que as contrapartidas foram cumpridas e que o Credcesta permaneceu ligado ao governo paulista por mais de um ano.

O produto é gerenciado pela PKL One Participações, empresa associada ao Master, e começou a funcionar em São Paulo em 2022. De acordo com Vorcaro, Zettel aceitou fazer os repasses por ter interesses ideológicos semelhantes aos dos candidatos e usar recursos de negócios mantidos com o banqueiro.

Tarcísio afirmou que nunca teve contato ou relação com Vorcaro e que não conhecia os fatos relatados. Kassab chamou o relato de “absolutamente fantasioso” e disse não ter participado de doações nem recebido valores em espécie.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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