São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Ciência

Teoria de Constantino Tsallis amplia chances de reconhecimento com Nobel de Física

Pesquisas sobre entropia e sistemas complexos colocam o físico greco-brasileiro entre os possíveis candidatos ao Nobel.

Teoria de Constantino Tsallis amplia chances de reconhecimento com Nobel de Física
Foto: The Conversation/Reprodução

O físico greco-brasileiro Constantino Tsallis é apontado como um possível candidato ao Prêmio Nobel de Física por sua contribuição à termodinâmica e ao estudo de sistemas complexos. Sua proposta, apresentada em 1988, generalizou a mecânica estatística de Boltzmann-Gibbs e abriu novas possibilidades para problemas da física e de outras áreas do conhecimento.

A abordagem de Tsallis ficou conhecida como mecânica estatística não extensiva (MENE). Ela permite analisar sistemas que não estão em equilíbrio e que trocam matéria e energia com o ambiente, como os organismos vivos. Na formulação tradicional, a entropia total de um sistema é obtida pela soma das entropias de suas partes. Na teoria de Tsallis, essa relação nem sempre se mantém.

A entropia é uma medida do grau de desordem de um sistema e está relacionada à disponibilidade ou indisponibilidade de energia. A partir da chamada entropia de Tsallis, ou estatística de Tsallis, foram desenvolvidas aplicações para sistemas complexos em áreas como astrofísica, neurociência, genômica, dinâmica populacional e econofísica.

Indicadores acadêmicos

Uma consulta ao Google Acadêmico realizada em 10 de agosto de 2026 encontrou mais de 18.400 documentos com a expressão “Tsallis entropy” e aproximadamente 5.500 com “Tsallis statistics”. O artigo que apresentou a MENE, publicado em 1988 na revista Physical Review B, acumulava 13.338 citações na mesma data.

A produção de Tsallis também foi comparada à de outros trabalhos importantes da física. O artigo mais citado de Ilya Prigogine tinha 2.058 citações. Já o estudo “Teoria da Supercondutividade”, de John Bardeen, Leon Cooper e Robert Schrieffer, publicado em 1957, somava 21.897 citações até 10 de agosto de 2026. O trabalho de Tsallis registrava 351 citações por ano, contra 317 do artigo sobre supercondutividade.

Além das citações, o pesquisador foi homenageado em eventos científicos realizados em países como Argentina, Brasil, Estados Unidos, Grécia, Itália e Turquia. Ele também integrou por três vezes a comissão responsável pela Medalha Boltzmann, considerada a maior distinção mundial da física estatística.

Tsallis recebeu ainda o Prêmio SigmaPhi durante a conferência SigmaPhi 2026, por contribuições à compreensão da física estatística e dos sistemas complexos. Em 2027, será copresidente, ao lado de Roman Pasechnik, professor da Lund University, do Simpósio Nobel de Física em Lund, na Suécia. O evento discutirá entropias não aditivas, conceito central de sua teoria.

A participação no simpósio não confirma uma eventual premiação. A possibilidade de Tsallis receber o Nobel de Física dependerá da decisão da organização responsável pelo prêmio.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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