São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Ciência

Como gatos reduzem o impacto de quedas de grandes alturas

O reflexo de endireitamento e a anatomia dos felinos ajudam a explicar por que quedas maiores podem causar menos lesões.

Como gatos reduzem o impacto de quedas de grandes alturas
Foto: Daniele Carotenuto Photography/Getty Images

A chamada síndrome do gato paraquedista descreve as lesões sofridas por felinos depois de quedas de dois ou mais andares, o equivalente a uma altura superior a oito metros. Embora o risco de ferimentos permaneça, quedas mais longas podem dar ao animal tempo para ajustar o corpo e reduzir o impacto.

Os gatos têm, no ouvido, um sistema de orientação chamado vestibular. Quando começa a cair, o animal identifica sua posição em relação ao solo e aciona o reflexo de endireitamento. A cabeça gira primeiro, seguida pelo tronco e pelas patas traseiras, até que o gato fique com a barriga voltada para baixo, mesmo se tiver iniciado a queda de costas.

Essa rotação é favorecida pela coluna vertebral flexível, pelos ombros que não são fixos ao esqueleto principal e pela ausência de clavícula. Depois de se posicionar, o gato estica as pernas e abre o corpo horizontalmente. A postura aumenta a resistência do ar e funciona como um tipo de planador, reduzindo a velocidade da chegada ao chão.

O tamanho pequeno e os ossos leves também diminuem a força do impacto. Em queda livre, os gatos alcançam até 100 km/h, metade da velocidade do corpo humano na mesma situação. As patas distribuem parte da força pelo tórax e pelo abdômen, regiões em que costumam ocorrer as lesões.

Dados sobre as quedas

Um estudo realizado em 1987 avaliou casos de 132 gatos que caíram de grandes alturas e foram levados a uma clínica veterinária em Nova York. De acordo com os resultados, 90% sobreviveram e 37% precisaram de atendimento de emergência para continuar vivos.

A síndrome não é o reflexo de endireitamento, mas o conjunto de lesões físicas provocado por quedas de locais altos. Pesquisas relacionam a gravidade dos ferimentos a fatores como idade, comportamento e comorbidades prévias do animal.

Em quedas muito curtas, o gato pode não ter tempo suficiente para reposicionar o corpo e amortecer o impacto. Em quedas mais longas, o reflexo tende a ser acionado antes da aterrissagem. Ainda assim, a prevenção é recomendada: em apartamentos, a orientação é instalar telas de proteção em todas as janelas antes de adotar um gato.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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