Pesquisas indicam que os gatos conseguem diferenciar quando uma pessoa fala diretamente com eles e quando conversa com outro humano. Um estudo realizado na França apresentou a 16 gatos domésticos gravações de seus tutores e de pessoas desconhecidas, com frases dirigidas a humanos ou aos próprios animais.
Os gatos reagiram de maneira diferente quando ouviram seus tutores usando falas destinadas especificamente a eles. Não demonstraram a mesma reação diante de falas dirigidas a outros humanos ou de gravações feitas por estranhos. Entre as frases usadas estavam “Você quer brincar?” e “Você quer um petisco?”.
Esse modo de comunicação, chamado pelos cientistas de cat-directed-speech (CDS), costuma envolver tom mais agudo e frases curtas e repetitivas. A resposta dos animais sugere que eles conseguem distinguir a fala dirigida a gatos e estabelecer uma relação comunicativa com seus tutores.
A especialista em comportamento felino Kristyn Vitale, que não participou da pesquisa, afirmou que pesquisas indicam que os gatos prestam atenção aos humanos e podem aprender que determinadas vocalizações têm significados específicos. Ela também ressaltou que o estudo teve pequena escala.
Os animais demonstram vínculos de outras formas, como ao se esfregar nas pernas dos tutores, levantar a cauda ao vê-los, piscar lentamente quando estão relaxados, permitir aproximação durante o descanso e usar a pessoa como apoio para a cabeça.
Gatos também reconhecem nomes
Outro estudo, da Universidade de Tóquio, avaliou as reações de 78 gatos para verificar se eles distinguiam seus próprios nomes de outras palavras, inclusive algumas de sonoridade semelhante. Os resultados apontaram que isso ocorre na maioria das vezes, independentemente de a pronúncia ser feita pelo tutor ou por uma pessoa desconhecida.
Os pesquisadores concluíram que os gatos conseguem diferenciar enunciados humanos com base em diferenças nos sons das palavras. Uma pesquisa semelhante, conduzida por cientistas japoneses, indicou ainda que eles podem reconhecer os nomes de outros gatos e das pessoas que vivem na mesma casa.
Os testes reuniram gatos domésticos e animais de cafés de gatos no Japão. Enquanto uma fotografia de um gato conhecido era exibida em uma tela, uma gravação pronunciava o nome correspondente ou um nome diferente.
Os gatos domésticos passaram mais tempo olhando para a tela quando o nome não correspondia à imagem. Esse comportamento não foi observado nos animais dos cafés. Para os pesquisadores, os gatos que vivem em casas podem aprender essas associações ao observar as interações entre outros moradores. Já os animais dos cafés, expostos a muitos gatos e a um fluxo constante de visitantes, teriam menos oportunidades de aprender socialmente esses nomes.







