O movimento que leva gatos a pressionar alternadamente cobertores, almofadas e pessoas pode ter mais de uma função. Além de estar associado à sensação de proteção, o chamado “amassar pãozinho” talvez ajude o animal a deixar seu cheiro em diferentes lugares e a relaxar os músculos das patas.
Os gatos têm glândulas de odor nas almofadas das patas. Ao afofar uma superfície, podem depositar nela seu cheiro, o que levanta a possibilidade de o comportamento também servir para marcar território. Alguns especialistas ainda consideram que o gesto ajuda a alongar os músculos e a aliviar a tensão nos membros.
A origem mais conhecida do hábito está na fase de amamentação. Os filhotes repetem o movimento contra o corpo da mãe para estimular a saída do leite e facilitar a sucção. Nas três primeiras semanas de vida, a gata costuma chamá-los para mamar. Depois, eles passam a procurá-la sozinhos e podem tentar mamar quando ela ainda não está totalmente preparada. Nesse contexto, o afofamento contribui para estimular a circulação do leite.
Como mamar é uma experiência prazerosa, o gato pode associar o gesto ao conforto e à segurança mesmo depois do desmame. Por isso, animais adultos podem repetir o comportamento em objetos ou em pessoas quando estão tranquilos.
Kristyn Vitale, especialista em comportamento animal aplicado da Unity Environmental University, afirma que alguns comportamentos juvenis antes dirigidos à mãe podem passar a ser direcionados ao tutor: “É possível que alguns desses comportamentos juvenis que observamos e que antes eram direcionados à mãe agora sejam direcionados ao tutor”.
Quando o gato faz isso em uma pessoa ou em itens da casa, o comportamento pode indicar confiança e a sensação de estar sendo cuidado. Ainda assim, o animal pode arranhar com as unhas ou babar na roupa.







