São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Ciência

Genética revela quatro linhagens de pinguins-gentoo no hemisfério sul

Análise de 64 animais identificou uma espécie sem nome científico, cuja primeira amostra foi coletada em 1897.

Genética revela quatro linhagens de pinguins-gentoo no hemisfério sul
Foto: (Andrew Shiva/Wikipedia/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0))

A análise genética de pinguins-gentoo identificou quatro espécies distintas, incluindo uma linhagem que ainda não tinha sido nomeada pela ciência. A pesquisa foi publicada em abril no periódico científico Communications Biology.

O estudo examinou o material genético de 64 animais encontrados em dez locais do hemisfério sul e da península antártica. Os resultados indicaram que as três subespécies conhecidas até então têm trajetórias evolutivas próprias e devem ser classificadas como espécies separadas.

A quarta linhagem recebeu o nome de gentoo-do-sudeste (Pygoscelis kerguelensis). Ela vive nas Ilhas Kerguelen, em uma área isolada do Oceano Índico. A primeira amostra desse grupo foi coletada em 1897, mas a espécie só foi reconhecida agora. As diferenças em relação aos demais gentoo são discretas no tamanho e na voz; a distinção mais evidente aparece nos genomas.

Quatro espécies reconhecidas

O gentoo-do-leste (Pygoscelis taeniata) é encontrado nas ilhas Crozet, Marion e Macquarie. Seu material genético apresenta adaptações ligadas ao uso eficiente de energia e ao metabolismo, características associadas à vida em águas com poucos nutrientes.

Nas ilhas Malvinas e Martillo vive o gentoo-do-norte (Pygoscelis papua), com alterações genéticas relacionadas à busca e ao consumo de alimento na água. Já o gentoo-do-sul (Pygoscelis ellsworthi) habita a Antártica e tem mais genes associados ao armazenamento de gordura e à produção de calor.

Os pesquisadores relacionam a diversificação à alimentação desses animais. Como os pinguins-gentoo capturam diferentes tipos de presas, tendem a permanecer próximos de suas colônias. A permanência de gerações na mesma região favorece a adaptação ao ambiente.

O estudo também aponta riscos para essas linhagens. O aquecimento global deve afetar fortemente três delas, enquanto a espécie antártica (Pygoscelis ellsworthi) é apresentada como exceção. As demais devem ter seu habitat natural afetado até 2050. Os autores defendem medidas de conservação e afirmam: “Propomos uma revisão taxonômica reconhecendo quatro espécies distintas de pinguins-gentoo”.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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