São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Ciência

Peptídeos sintéticos ganham espaço apesar de riscos e falta de estudos

Produtos podem conter doses diferentes das informadas e há estudos que indicam possível relação entre melanotan II e melanoma.

Peptídeos sintéticos ganham espaço apesar de riscos e falta de estudos
Foto: Getty Images/Montagem sobre reprodução

Peptídeos sintéticos, usados em produtos com diferentes promessas, ainda foram pouco estudados e podem representar riscos à saúde. Mesmo assim, a FDA autorizou a produção e a venda de seis deles. A decisão contrariou o parecer de técnicos da própria agência. Os produtos haviam sido proibidos em 2023.

Peptídeos são cadeias de aminoácidos produzidas pelo organismo e podem desempenhar diversas funções. As versões sintéticas tentam reproduzir essas substâncias, mas costumam ser fabricadas por farmácias e empresas pequenas, que nem sempre seguem boas práticas industriais.

Uma análise realizada na Austrália encontrou concentrações entre 51% e 190% da dose indicada nos rótulos. O país enfrenta preocupação com esses produtos, que podem ter sido responsáveis por sete casos de intoxicação hepática aguda.

Possível relação com melanoma

O melanotan II imita a ação do hormônio alfa-MSH, que estimula a produção de melanina. Por isso, o produto promete bronzear a pele sem exposição ao sol, por meio de uma injeção.

Dois estudos apontaram uma possível relação entre o uso de melanotan e o surgimento de melanoma, o tipo mais agressivo de câncer de pele. As pesquisas citadas são “Five primary melanomas in situ in a patient with recent tanning bed use, melanotan exposure, and anabolic hormone use” e “Melanoma associated with the use of melanotan-II”.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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