São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Saúde

Tapping combina toques e atenção às emoções em estudos sobre estresse

Técnica de Libertação Emocional é investigada para ansiedade, mas não substitui avaliação e tratamento profissional.

Tapping combina toques e atenção às emoções em estudos sobre estresse
Foto: Microgen Images/Canva

O tapping, também chamado de Técnica de Libertação Emocional (EFT), combina pequenas batidas com as pontas dos dedos em pontos específicos do corpo e atenção a pensamentos ou emoções que causam desconforto. A prática é investigada por possíveis efeitos sobre estresse e ansiedade, mas seus mecanismos e sua eficácia clínica ainda não estão totalmente esclarecidos.

Durante a técnica, a pessoa pode tocar regiões próximas às sobrancelhas, ao redor dos olhos, abaixo do nariz, no queixo, na clavícula e nas mãos. O protocolo da EFT também envolve trazer à mente a situação ou emoção que se deseja trabalhar e usar frases relacionadas ao problema. Por isso, o método não se resume a massagear ou tocar uma região do corpo.

A EFT faz parte da chamada psicologia energética, que incorporou conceitos de sistemas tradicionais, como os pontos usados na acupuntura. A hipótese de que uma energia ou fluxo de meridianos explicaria os efeitos é controversa e não está estabelecida pela ciência convencional. Uma revisão publicada em 2025 na Frontiers in Psychology discutiu possíveis mecanismos fisiológicos e psicológicos, mas reconheceu que eles continuam em investigação.

Pesquisas sobre a técnica incluem ensaios clínicos, revisões sistemáticas e análises de marcadores fisiológicos, como o cortisol. Um estudo publicado em 2025 na revista Healthcare identificou sete ensaios clínicos randomizados, com 506 participantes. Nos seis trabalhos que compararam a EFT com nenhuma intervenção, houve redução significativa dos sintomas de ansiedade a favor da técnica. Em comparação com intervenções ativas, os resultados foram semelhantes ou superiores aos de exercícios de respiração e relaxamento muscular, mas não houve diferença significativa em relação à terapia cognitivo-comportamental.

Um ensaio clínico randomizado de 2012 acompanhou 83 participantes divididos em três grupos: EFT, entrevista de apoio e ausência de tratamento. Após uma intervenção de uma hora, o cortisol caiu 24,39% no grupo EFT, contra 14,25% no grupo de entrevista de apoio e 14,44% no grupo sem tratamento. Também foram registradas reduções em indicadores de ansiedade e depressão no grupo submetido à EFT.

Os resultados são considerados promissores, mas a amostra do estudo era relativamente pequena e a intervenção ocorreu em uma única sessão. A evidência disponível aponta potencial como estratégia complementar para estresse e alguns sintomas de ansiedade, sem permitir tratar o tapping como autocura. Para pessoas com ansiedade, depressão, transtorno de estresse pós-traumático ou outros problemas de saúde mental, a técnica não deve substituir avaliação e tratamento profissional.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5