São José dos Campos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Saúde

Acesso e custo impulsionam uso de IA para questões emocionais, diz pesquisa

Levantamento da Doctoralia mostra que usuários veem a inteligência artificial como apoio, mas mantêm preferência por profissionais em crises intensas.

Acesso e custo impulsionam uso de IA para questões emocionais, diz pesquisa

Disponibilidade contínua e custo estão entre os principais motivos para o uso ou a consideração de uso de aplicativos e chatbots de inteligência artificial em questões emocionais. Na pesquisa da Doctoralia, esses fatores foram citados por 31,2% e 26,2% dos participantes, respectivamente. A vergonha de conversar com outra pessoa apareceu para 14%.

Apesar do interesse pela tecnologia, a preferência muda em uma crise forte de ansiedade. Apenas 4% dos entrevistados disseram que procurariam primeiro uma ferramenta de IA, enquanto 39% escolheriam um psicólogo ou psiquiatra. No total, 70% dos brasileiros ouvidos já usaram ou considerariam usar esse tipo de recurso para lidar com uma questão emocional ou psicológica.

A pesquisa ouviu 3.903 usuários da plataforma, com participantes de todos os estados brasileiros. Entre as pessoas que já utilizaram IA para esse fim, 47% afirmaram ter sido incentivadas pela ferramenta a buscar acompanhamento humano. Para 15%, a conversa com a IA foi considerada suficiente.

A confiança em diagnósticos feitos exclusivamente por inteligência artificial também é limitada: 63% não confiariam em uma avaliação de ansiedade ou depressão realizada apenas dessa forma. Além disso, entre os participantes que levaram a um profissional de saúde mental uma orientação recebida de uma IA, 47% foram informados de que o conteúdo estava errado ou oferecia risco.

“Fizemos essa pesquisa para entender como o brasileiro usa IA quando o assunto é saúde emocional”, disse Flavia Soccol, Diretora Global de Patient Care da Doctoralia. Segundo ela, os dados indicam que a tecnologia não substitui a procura por um profissional, mesmo entre usuários habituais desses aplicativos.

Adolescentes e orientação

Entre responsáveis por adolescentes de 13 a 17 anos, 25,4% não sabiam se o filho já havia usado IA para tratar de uma questão emocional. Outros 36,9% nunca tinham conversado com ele sobre os riscos da ferramenta. Por outro lado, 48,9% disseram monitorar o adolescente ou conversar regularmente sobre o tema. Para 78,3% dos entrevistados, as escolas deveriam orientar os alunos sobre o uso seguro da IA.

A Doctoralia também lançou o Doctoralia Terapia, serviço 100% online que conecta pacientes a psicólogos para sessões remotas. A plataforma usa um questionário para sugerir profissionais certificados e especializados de acordo com as necessidades e preferências informadas pelo paciente.

O levantamento ocorreu em uma amostra concentrada nas regiões com maior densidade populacional e acesso à infraestrutura digital. O Sudeste reuniu 49% dos respondentes; o Sul, 19%; o Nordeste, 14%; o Centro-Oeste, 11%; e o Norte, 7%.

O Brasil registrou mais de 546 mil afastamentos do trabalho por transtornos mentais em 2025, alta de 15% sobre o ano anterior, conforme o Ministério da Previdência Social.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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